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A nova vizinha da Via Láctea


Uma imagem negativa de KKs 3, obtida pelo instrumento ACS do Hubble. O núcleo da galáxia é a mancha escura escura da direita, no topo central da imagem. As suas estrelas estão espalhadas por uma grande secção em seu redor (a mancha da esquerda é um enxame globular mais próximo, não associado com a Via Láctea, mas com KKs 3).
Crédito: D. Makarov

A Via Láctea, a galáxia onde vivemos, faz parte de um enxame de mais de 50 galáxias chamado "Grupo Local", uma coleção que inclui a famosa Galáxia de Andrômeda e muitos outros objetos bem mais pequenos. Agora, uma equipa russo-americana encontrou uma galáxia anã, pequena e isolada, a quase 7 milhões de anos-luz de distância. Os seus resultados aparecem na "Monthly Notices of the Royal Astronomical Society".

A equipa, liderada pelo professor Igor Karachentsev do Observatório Astrofísico Espacial em Karachai-Cherkessia, Rússia, encontrou a galáxia nova, chamada KKs 3, graças ao instrumento ACS (Advanced Câmera for Surveys) do Telescópio Espacial Hubble. KKs 3 está localizada no céu do Hemisfério Sul, na direção da constelação de Hydrus (ou Hidra Macho) e as suas estrelas totalizam apenas uma décima de milésima da massa da Via Láctea.

KKs 3 é uma galáxia "anã esferoidal" ou dSph, sem características como os braços espirais da nossa Galáxia. Estes sistemas também têm uma ausência de matérias-primas (gás e poeira) necessárias para a formação de novas gerações de estrelas, deixando para trás relíquias mais velhas e fracas. Em quase todos os casos, esta matéria-prima parece ter sido retirada por galáxias maiores e próximas como Andrômeda, por isso a maioria dos objetos dSph encontram-se perto de companheiras muito maiores.

Objetos desta classe, mas isolados, podem ter-se formado de uma maneira diferente. Uma possibilidade é que tiveram um surto inicial de formação estelar, que esgotou os recursos disponíveis de gás. Os astrônomos estão particularmente interessados em encontrar objetos dSph para compreender a formação galáctica no Universo em geral e até o Hubble tem dificuldade em ver estes objetos para lá do Grupo Local. A ausência de nuvens de hidrogênio gasoso nas nebulosas também as torna difíceis de descobrir em pesquisas, por isso os cientistas tentam descobrir galáxias deste gênero escolhendo e observando estrelas individuais.

Por essa razão, apenas se encontrou uma outra galáxia anã esferoidal isolada no Grupo Local, KKR25, uma descoberta feita pelo mesmo grupo em 1999.

O membro da equipa, prof. Dimitry Makarov, do mesmo observatório russo, comentou: "Encontrar objetos como KKs 3 requer muito trabalho meticuloso, até mesmo com observatórios como o Telescópio Espacial Hubble. Mas com persistência, estamos lentamente a construir um mapa da nossa vizinhança local, que acaba por ser menos vazia do que pensávamos. Pode ser que exista por aí um grande número de galáxias anãs esferoidais, algo que teria consequências profundas para as nossas ideias sobre a evolução do cosmos."

A equipa vai continuar a procurar mais galáxias dSph, uma tarefa que tornar-se-á um pouco mais fácil nos próximos anos, assim que instrumentos como o Telescópio Espacial James Webb e o E-ELT (European Extremely Large Telescope) entrem em funcionamento.

FONTE: ASTRONOMIA ONLINE

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