Pular para o conteúdo principal

Em 1898, Nikola Tesla previa guerras com drones



Nikola Tesla foi uma pessoa à frente de seu tempo. Além das suas contribuições com a corrente alternada nos sistemas elétricos, o inventor previu os smartphones, as televisões e aparentemente os drones, os quais pensou que poderiam causar grande destruição.

Numa patente registrada no dia 8 de novembro de 1898, Tesla descreve uma invenção que não exige fios ou condutores elétricos. Ele afirmava ter encontrado uma maneira de mover “embarcações” ao “produzir ondas, impulsos ou radiações que seriam recebidas pela terra, água ou atmosfera” e que isso chegaria ao objeto enquanto ele “permanecesse dentro de uma região de atividade ou de efetividade.”

Ele estava se referindo a ondas de rádio, que naquela época era um conceito relativamente novo (a primeira vez que foram feitas previsões sobre o tema foi em 1867 e elas só passaram a ser usadas nas comunicações nos anos 1890). Ele ainda as descreveu como “oscilações elétricas que não seguem nenhum caminho condutor em particular, mas se propaga em linhas retas pelo espaço.”

A patente, “Method Of And Apparatus For Controlling Mechanism of Moving Vessels or Vehicles” (Método e aparato para mecanismos de controle de embarcações ou veículos, em tradução livre) também tem trechos que detalham previsões de Tesla para uma guerra com drones. Ele afirma que isso poderia promover a paz entre as nações devido a sua “capacidade de destruição ilimitada”.

A patente e as afirmações de Tesla foram trazidas para a internet pelo tecnologista Matthew Schroyer, que publicou alguns excertos e uma cópia da patente do Twitter.



Tesla previu o potencial dos drones como armas de guerra, séculos antes dos veículos aéreos não tripulados (VANTS) serem utilizados na chamada “Guerra ao Terror”. Só os EUA já mataram centenas de pessoas com esses equipamentos.

No entanto, a sua previsão de que os dispositivos “promoveriam a paz” entre as nações ainda não se confirmou. A única tecnologia que chegou perto disso foram as bombas atômicas, que contiveram ataques entre os Estados Unidos e a União Soviética durante meio século, graças a ameaças de ambos os lados.



O primeiro drone utilizado em uma guerra – ou mais especificamente, o primeiro drone não tripulado – foi inventado na Primeira Guerra Mundial. O Kettering Bug era um biplano que carregava uma bomba e era capaz de voar numa rota pré-estabelecida até um alvo. Era uma alternativa muito cara e dependia de um processo muito complicado, que implicava na destruição do avião depois do uso, já que ele explodia junto. Além disso, ele não conseguia mudar o curso depois do início do voo.

Ainda assim, sempre é interessante observar as patentes e previsões de Tesla e ver como pensava uma das mentes mais controversas da história.

Foto do topo: United States Patent and Trademark Office.
[Popular Science]

FONTE: GIZMODO BRASIL

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ovnis e estranhas criaturas próximos ao Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (RN)

Desde o ano de 2016 militares da Aeronáutica que trabalham na Barreira do Inferno já percebiam bolas de luzes alaranjadas como também feixes de luzes amarelados no céu noturno, bem próximo daquela região. Por desconhecerem totalmente a origem dessas luzes misteriosas e a finalidade delas, vários militares observavam intrigados e chegavam a comentar entre eles sobre esses fenômenos luminosos. Dias após a percepção dessas claridades no céu noturno, alguns militares começaram a perceber ao redor daquela localidade o aparecimento de criaturas vivas, de seres que não eram humanos. Um dos militares chegou a ver um "Urso Polar" e imediatamente comunicou a outros militares de plantão. Tal militar chegou a passar mal após a aparição de tal criatura. Já um outro militar flagrou uma outra criatura aparentando ser um "homem de grande porte" sair andando de dentro da água do mar. Outro militar relata que presenciou duas criaturas que de início pareciam apenas dois cachorros g…

Ovnis em Iporanga (SP)

Entrada da Casa de Pedra, caverna com maior boca do Mundo, 215 metros.

Iporanga em tupi significa “Rio Bonito” e foi palco da exploração de ouro no período colonial e, posteriormente da exploração de chumbo e zinco no século passado. Na região há famosas cavernas: Formação Iporanga e Formação Votuverava. Em Iporanga, efetuaram-se diversos estudos de mapeamento geológico e pesquisa mineral, sobretudo pela CPRM - Serviço Geológico do Brasil. A seção geológica mais conhecida é o famoso perfil Apiaí-Iporanga. A cidade atrai muitos visitantes por possuir lindas cachoeiras, piscinas naturais, vales, grutas e cavernas. Iporanga é a cidade que possui o maior número de cachoeiras em todo o Brasil, nas 365 cavernas cadastradas. O turista poderá praticar esportes radicais como o rapel, canyonismo e trekking. Atrativos culturais podem ser visitados como o museu da cidade, a Igreja Matriz e as casas com o estilo colonial. Por todos estes motivos, Iporanga é considerada um dos mais importantes cent…

A mulher que descobriu a metamorfose e se embrenhou de espartilho na Amazônia no século 17

Merian desenvolveu uma forma diferente de enxergar a natureza. Ela é considerada a primeira ecologista do mundo | Imagem: Gravura de Jacobus Houbraken em retrato de Georg Gsell

No século 17, a alemã Maria Merian se propôs a investigar o mundo dos insetos. Acabou desenvolvendo uma forma diferente de pensar e enxergar a natureza e, aos 52 anos, partiu para uma perigosa aventura na América do Sul, para detalhar os ciclos de vida de borboletas, mariposas e outros insetos.

Os feitos de Merian, numa época em que pouca gente desbravava o continente americano abaixo da linha do Equador - em especial as mulheres -, deram a ela a fama de primeira ecologista do mundo.

Ela nasceu na Alemanha em 1647, numa família de editores, escultores e comerciantes, e logo cedo aprendeu a arte da ilustração.

O interesse pelos insetos surgiu no próprio jardim da casa de Merian, ainda na infância.

Aos 13 anos, ela decidiu pintar o ciclo de vida de um bicho da seda numa época em que o comércio da seda era muito …