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Encontrados sinais de 11 mil anos de ocupação humana em SP


Material coletado no Sítio Arqueológico Caetetuba, em São Manuel, região central do Estado de São Paulo, mostra que o local era habitado por um povo pré-colombiano há 11 mil anos (Sérgio Castro/Estadão Conteúdo)

Laudo americano aponta que um sítio de São Manuel, na região central de São Paulo, era habitado por um povo pré-colombiano há 11.000 anos

Uma descoberta arqueológica no interior paulista deve enriquecer o debate científico sobre a ocupação da América pelos primeiros humanos. Em laudo elaborado recentemente por um laboratório americano, constatou-se que um sítio de São Manuel, na região central do Estado de São Paulo, era habitado por um povo pré-colombiano há 11.000 anos. A datação, certificada pelo laboratório Beta Analytic, coloca o Caetetuba, de 55.000 metros quadrados, entre os sítios arqueológicos com sinais mais antigos de presença humana do país. Foram encontrados ali 3.000 itens, todos de pedra lascada.

“É possível perceber todo o processo de produção”, afirma o arqueólogo Lucas Souza Troncoso, pesquisador do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP) e um dos 15 profissionais responsáveis pelo achado, todos funcionários da empresa Zanettini Arqueologia. “Pelo formato, resultado do manuseio, é possível inferir quais pedras eram usadas para fazer as ferramentas e quais eram os resultados finais. Identificamos sete projéteis, usados para caça”, completou ele.

Feitas ao longo de três meses no início deste ano, as escavações ocorreram em conformidade com a legislação ambiental, para que a empresa proprietária da fazenda, a Usina Açucareira São Manoel, pudesse ampliar sua área de cultivo. No total, foram mapeados catorze sítios arqueológicos, entre eles o Caetetuba – onze escavados e três, por exigência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), preservados. “Estamos diante de um exemplo de resultado científico dessa lei, em convivência entre o campo econômico e a preservação do patrimônio”, diz o arqueólogo Paulo Zanettini, responsável pelo estudo.

No total, mais de 10.000 itens foram coletados pelos pesquisadores. Agora passam por análise e catalogação, no laboratório da empresa Zanettini, no Butantã, zona oeste da cidade de São Paulo. Até o fim do ano, os relatórios do trabalho devem ser entregues ao Iphan e o material, armazenado no Museu de Arqueologia e Paleontologia de Araraquara, no interior.

Paulo Zanettini calcula que muito deve ter se perdido ou ainda seja desconhecido nos solos do interior paulista. “Cerca de 50% dos municípios de São Paulo jamais tiveram uma análise arqueológica”, diz.

Além do Caetetuba, dois outros sítios chamam a atenção pela raridade do material. No Serrito I, com ocupação humana estimada entre 500 e 2.000 anos atrás, foi encontrada uma variada coleção de cerâmicas com acabamentos esteticamente refinados – seja com uso de tintas ou com uso de unhas para criar desenhos em baixo relevo.

Já o Serrito II, um dos eleitos pelo Iphan para seguir preservado, sem escavação, tem um paredão de pedra aparente em que há pinturas rupestres – em algumas, é possível identificar figuras que se assemelham ao Sol.

Relevância – Geneticista especializada em populações americanas antigas, a professora Maria Cátira Bortolini, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), coloca a descoberta no mesmo nível das mais importantes de toda a América. “Datações antigas costumam ser muito controversas, porque muitas vezes não fica clara a ligação do material analisado com a ocupação humana”, explica. “Por consenso da comunidade científica, aceitam-se evidências como de Lagoa Santa, em Minas, com cerca de 12.000 anos, e Monte Verde, no Chile, com 14.000 anos. Qualquer fato extraordinário precisa de evidências extraordinárias”, disse a Maria Cátria.

Para a arqueóloga Niède Guidon, integrante da Missão Arqueológica Franco-Brasileira e presidente da Fundação Museu do Homem Americano, a escassez de resultados semelhantes no interior paulista é consequência de poucas pesquisas feitas – e não de pouca presença de povos na antiguidade. “E pela própria ocupação contemporânea, muitos sítios devem ter sido destruídos antes de ser estudados”, disse Niède.

FONTE: REVISTA VEJA

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