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Casos do Vale do Ogunjá


Vista panorâmica do Vale do Ogunjá, atualmente urbanizado. Até poucos anos,
a região central da foto era composta por matagal e poucas casas estavam construídas.

Num local tomado pela energia mística dos terreiros de candomblé,
fenômenos paranormais e envolvendo objetos luminosos
são reportados pelos moradores já por várias décadas.

Matéria extraída do site Ufo Via.

Reportagem de
Maria das Graças Vilas Boas*
De Salvador/BA, para UFOVIA

O VALE - Nos limites do vale situado em Salvador surgiram vários terreiros, como o de Ilê Ogun Já, fundado e dirigido pelo babalorixá Procópio Xavier de Souza, que entregou a cabeça de seu filho a Ogun Já. Com o desenvolvimento urbano da cidade, o Ilê Ogun já emprestou sua denominação a toda a área em frente, atualmente, Vale do Ogun Já.

A grafia popular do nome uniu os dois termos em “Ogunjá". Um nome bastante incomum, pois é proveniente da religião do candomblé, que foi adotado nesta avenida. Na região há uma grande concentração de população afro-descendente, oriunda da imensa gama de escravos que afluíram para a Bahia nas épocas da Escravidão.

Nos anos 80, quando residi no local, já havia a avenida asfaltada, mas com pouquíssimas residências. O movimento maior era durante o dia e à noite praticamente não existia. Tínhamos dificuldade de locomoção para fazer compras, ir ao médico e, até hoje, o local ainda se apresenta precário.

O Vale do Ogunjá é uma avenida que tem como ponto principal, outras duas grandes avenidas, a Bonocô (que dá acesso a um dos principais shoppings da cidade, o Iguatemi) e a Vasco da Gama, onde podemos contemplar o Dique do Tororó (um dos pontos turísticos da cidade) e o estádio de futebol “Fonte Nova”.

O local, durante o dia é bastante movimentado, com uma fluência de trânsito muito grande, pois o caminho dá acesso ao centro da cidade. Ao fim do dia, transforma-se em um lugarejo “sombrio”, bastante violento e agitado, devido ao número crescente de bares que se instalam na região.


A autora dessa reportagem e sua mãe, Dona Iêda.

DONA IÊDA - Conversando com minha mãe, Dª Iêda, hoje com 77 anos e minha irmã caçula (Iêda Maria) com 42 anos, ambas moradoras da avenida Vasco da Gama (minha mãe por mais de 54 anos) situada próxima ao Ogunjá, me relataram uma passagem curiosa vivida por ambas.

Em uma noite de 1972, cujo mês e o dia não se lembram, entre 18 e 19h, Dª Iêda levou a filha para tomar uma injeção com uma senhora por apelido de Dª Miúda, que morava na rua Silvestre de Farias, conhecida como “Ponto da Mangueira”, situada na própria avenida, porém, do lado contrário.

Ao voltarem para casa, avistaram uma "bola", ou seja, um círculo de grande porte, alaranjado, pairando no céu. Parecia que descia e quem viu primeiro foi Dª Iêda que mostrou para a filha.

Naquele momento entraram em pânico e começaram a correr, acreditando se tratar do fim do mundo.
O círculo alaranjado foi descendo lentamente e tomou parte da pista. Ao chegarem em casa, ainda deu tempo de Dª Iêda chamar o marido para ver o objeto que ficou no céu durante alguns minutos. Outras pessoas também o avistaram naquela noite


Depois de pairar, o objeto foi subindo e desapareceu do nada. As testemunhas ficaram em estado de choque, pois nunca tinham visto nada igual. Dª Iêda declarou que com o passar do tempo não avistou mais nada. Entretanto, a filha sempre vê e sonha com coisas estranhas. Ela trabalha até tarde da noite e na volta para casa, às vezes, tem a sensação de estar sendo seguida. Falou-me que não tem medo e até gosta de falar sobre o assunto. Ela é uma pessoa muito alegre.

"Aquilo possuía uma grande cauda prateada cintilante
e à medida que se movimentava, deixava um rastro luminoso"


Dona Margarida

DONA MARGARIDA - Outro caso, testemunhado por Dª Margarida, outra moradora do vale, ocorreu no ano de 1983, numa segunda-feira às 20h30, o mês não recordou. Só lembrou que foi numa segunda, porque o dia anterior tinha sido domingo e havia recebido visitas em sua casa.

Era noite e Dª Margarida conta que tinha acabado de amamentar o seu filho, de três anos de idade. Então, foi até a janela do quarto (que dava para o fundo da casa) como de costume, para fumar um cigarro. Olhando à frente, onde só existia na época um pequeno prédio, percebeu que esse foi tomado por uma forte luz ou várias luzes.

A construção refletia as cores amarela, verde, azul e vermelha. Segundo ela, surgiu um objeto voador grande e redondo (circular) que tomou toda a área do prédio. Aquilo possuía uma grande cauda prateada cintilante e à medida que se movimentava, deixava um rastro luminoso. Ela afirma que, na hora “não pensou em nada”.

Por incrível que pareça, Dª Margarida disse-me que procedeu de forma muita calma. Fumou seu cigarro, foi dormir e não lembrou de mais nada.

No dia seguinte, um jornal local da tevê entrevistava um senhor residente da praia da Pituba, dizendo-se ter avistado um objeto com as mesmas características na noite anterior. Ela teve então, a certeza de não ter sido a única testemunha do fenômeno.

Em Itiruçu (interior da Bahia ), Dª Margarida tem parentes e disse que lá, os mais antigos conhecem essas "coisas" descidas do céu como sendo a Mãe do Ouro.

'Nenhum laudo concreto foi expedido e Dª Maria ficou bastante fraca,
também paraplégica, pois não andou mais a partir daquele momento'


O prédio que, segundo Dª Margarida, foi iluminado
por luzes multicoloridas de um UFO

O ESTRANHO CASO DE DONA MARIA - Em outra ocasião, Dª Margarida contou que recebeu em sua casa a visita de Dª Maria, sogra de sua filha Cristina. A filha havia dado à luz a um menino no dia 24/06/1994. Dª Maria foi ao quarto ficar um pouco com a criança e lá ficaram a sós. Demorou um pouco e ela saiu do quarto aos prantos. Chorava muito e ninguém sabia o motivo. Naquele momento, Dª Maria se dirigiu até uma barraca de doces que Dona Margarida possuía em frente a sua casa, onde se encontravam mais pessoas e ainda em prantos, ficou próxima a uma cerca de arame. Em seguida, uma luz azul tomou conta do corpo dela. Naquele instante, Dª Margarida chegou a tocá-la com a mão para ver o que estava acontecendo, mas nada acontecia.

A luz que a iluminou, veio do alto e estava escuro no momento. Dª Maria começou a passar mal e buscaram socorro imediato.

Quando chegaram ao hospital, nenhum médico informava o diagnóstico. Um, dizia que era dengue, outro, dizia que deveria fazer exames para investigar. Fato é que, nenhum laudo concreto foi expedido e Dª Maria ficou bastante fraca, também paraplégica, pois não andou mais a partir daquele momento. Freqüentou diversos médicos e não conseguiu se curar.

Ficou de cama, não saiu mais e após três anos do fato ocorrido, veio a óbito. Seu esposo faleceu um ano depois. Já o bebê (Júnior) que D.Maria visitou (seu neto) hoje tem 12 anos e diz que vê a falecida avó sempre dentro da casa. Ele informa que também vê, sempre, um pequeno ser com mais ou menos um metro de estatura, trajando roupa dourada e brilhante que cobre todo o corpo, exceto mãos e cabeça.

Segundo o menino, tal ser possui cabelos longos e brancos e tem uma imensa facilidade para atravessar as paredes. Júnior não expressa nenhuma reação de medo ao avistar este ser, conforme me disse.

Além dos casos reportados aqui, o Vale do Ogunjá tem sido cenário de experiências paranormais de outras testemunhas e épocas distintas.

FONTE: Maria das Graças Vilas Boas é professora do Ensino Fundamental, bancária aposentada, escritora e membro do Conselho Editorial de UFOVIA.

- Fotos: Robson Fialho.

- Produção: Pepe Chaves.
© Copyright, Pepe Arte Viva Ltda.

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