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SpaceX lança foguete, coloca satélites em órbita e faz primeiro estágio pousar de volta em plataforma


Fotografia com exposição contínua mostra a queima do Falcon 9 na subida e os disparos do motor para o pouso bem-sucedido (Crédito: SpaceX)

POR SALVADOR NOGUEIRA

Sem exagero: a nova era da exploração espacial começou agora. Num lançamento noturno realizado na Flórida no fim da noite desta segunda-feira (21), a empresa americana SpaceX não só conseguiu colocar 11 satélites comerciais simultaneamente em órbita terrestre baixa com seu foguete Falcon 9 como realizou com sucesso o pouso do primeiro estágio do foguete numa plataforma no Cabo Canaveral.

Com o retorno bem-sucedido do primeiro estágio, abre-se a possibilidade de reduzir drasticamente o custo de acesso ao espaço, pois ele pode ser reutilizado. Até então, foguetes lançadores de satélites tinham como característica o fato de não serem reutilizáveis: cada lançamento exigia a construção de um novo foguete completo.

“Eu ainda não posso acreditar direito”, disse Elon Musk, empresário e criador da SpaceX. “O boom sônico da descida chegou a mim no mesmo momento pouso — por um momento, achei que tinha explodido.”

“Acho que esse é um momento revolucionário — ninguém jamais trouxe um propulsor de classe orbital de volta intacto.”

A empolgação da equipe da SpaceX no centro de controle na sede da empresa em Hawthorne, na Califórnia, era palpável. Cada evento do lançamento, desde a decolagem, foi recebido com salvas de palmas, e o ambiente beirou a histeria quando o primeiro estágio desceu dos céus e pousou suavemente.


Primeiro estágio do Falcon-9 pousa na Flórida no fim da noite desta segunda (21), após lançar 11 satélites ao espaço. (Crédito: SpaceX)

O sucesso marca não só o retorno aos voos do Falcon 9, que havia sofrido seu primeiro acidente numa tentativa de mandar suprimentos à Estação Espacial Internacional, em 28 de junho, como também representa o primeiro retorno bem-sucedido e pouso suave do primeiro estágio de um foguete lançador de satélites na história. A SpaceX já havia feito duas tentativas anteriores, mas com pouso numa barca no oceano, e quase havia conseguido.

Semanas atrás, a empresa Blue Origin também já havia demonstrado essa possibilidade, com o seu foguete New Shepard, que realizou seu voo e retornou à plataforma — mas aí se tratava de um veículo bem menor, de porte suborbital. Agora, a SpaceX demonstra que a técnica é viável para voos orbitais.

Para que se tenha uma ideia do impacto disso, o custo de um lançamento do Falcon 9 gira em torno de US$ 60 milhões. Mas o custo do combustível é de apenas US$ 200 mil. Elon Musk estima que a reutilização possa fazer o preço de um lançamento cair por um fator de 100 no futuro. De US$ 60 milhões, iríamos a US$ 600 mil. Na prática, as portas do Sistema Solar se abririam à humanidade, pois missões espaciais não estariam restritas ao poder de compra dos governos.

De saída, isso dá vantagem competitiva incrível à SpaceX no mercado de lançamentos. “É como ter um avião que pode ser usado múltiplas vezes quando todos os outros aviões no mundo só podem ser usados uma vez.”

Depois dessa, talvez comece a fazer sentido para alguns todo o burburinho em torno dos projetos de mineração espacial e a razão pela qual a Nasa recebeu um aumento generoso de orçamento para 2016. O espaço, agora, é mesmo a fronteira final.



FONTE: http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br/

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