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Mineração óptica vai produzir água no espaço


"Depois de vários meses de recolhimento, até 120 toneladas de água podem ser armazenadas desta maneira," garante o proponente da ideia. [Imagem: Joel Sercel]

Mineração óptica

A NASA está estudando um novo conceito de mineração espacial que promete resolver de uma vez só os maiores desafios para as missões espaciais de longa duração.

A mineração óptica poderá fornecer o suprimento de água e oxigênio para os astronautas durante longos períodos de exploração, bem como fornecer combustível para os foguetes, sobretudo para as viagens de retorno, além de um escudo antirradiação cósmica muito eficiente.

Tudo isto pode ser conseguido minerando água de um asteroide.

"A APIS pode capturar até 100 toneladas de água de um asteroide nas proximidades da Terra com um único lançamento de um foguete Falcon 9," garante o professor Joel Sercel, proponente do projeto, cuja sigla (APIS) significa Asteroid Provided In-Situ Supplies, ou suprimentos locais fornecidos por asteroides.

"A mineração óptica é uma nova abordagem para escavação e processamento de materiais de asteroides na qual a luz solar altamente concentrada é usada para fazer furos, escavar, quebrar e formatar um asteroide, enquanto esse asteroide está preso dentro de um saco de contenção," explica Sercel.

Colocar um asteroide dentro de um saco de contenção é uma das formas aventadas pela NASA para sua longamente prometida primeira missão para além da Lua, embora o formato mais provável da primeira missão desse tipo envolva a captura de uma pedra na superfície de um asteroide maior.

Óptica anidólica

O processo envolve o uso da chamada óptica anidólica, que emprega componentes como espelhos parabólicos ou elípticos para capturar a luz do Sol e direcioná-la para pontos específicos - técnica similar está sendo proposta também para a iluminação do interior das casas aqui na Terra.

A ideia do Dr. Sercel é usar essa luz concentrada para aquecer o asteroide dentro do saco, fazendo com que a água em seu interior se vaporize. Esse processo irá gerar uma pressão variando de um décimo a um centésimo por cento da pressão atmosférica terrestre, mas o suficiente para bombear a água para fora do saco de contenção, permitindo seu armazenamento.

"Depois de vários meses de recolhimento, até 120 toneladas de água podem ser armazenadas desta maneira. Usando propulsão térmica solar com uma parte da água como agente propulsor, o sistema APIS retorna a água recolhida para uma órbita lunar retrógrada distante, onde ela poderá dar suporte a um programa muito mais acessível de exploração humana do espaço cis-lunar," concluiu Sercel.

O próximo desafio é identificar um asteroide que possua as desejadas 120 toneladas de água e que tenha uma dimensão razoável que permita que ele seja ensacado, permitindo sua mineração.

FONTE: Redação do Site Inovação Tecnológica

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