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Cápsula do tempo, pitada de asteroide


Concepção artística da sonda Osiris-Rex no asteroide Bennu, em 2019

POR SALVADOR NOGUEIRA
26/09/14 05:55

A agência espacial americana estará recolhendo sugestões até a próxima terça-feira, 30 de setembro, e o conteúdo escolhido estará embarcado na sonda Osiris-Rex, que vai partir em 2016, visitar o asteroide Bennu em 2018 e retornar à Terra em 2023 com amostras desse objeto.

Como participar? Não é preciso ser cientista de foguetes ou algo do tipo! Para submeter uma mensagem de texto à apreciação da comissão julgadora, basta escrevê-la no Twitter, usando a hashtag #AsteroidMission. Se for sua opção enviar uma foto, ela precisa ser postada na rede social Instagram, também com a hashtag #AsteroidMission.

A Nasa fará a seleção do que vai parar na cápsula, um total de 50 tuítes e 50 imagens. E só saberemos as escolhidas quando a cápsula for reaberta, em 2023. Um detalhe importante: não é um “vale tudo”. A ideia é que as mensagens e fotos falem do que estamos fazendo hoje, em termos de exploração espacial, ou façam previsões sobre como estaremos nos comunicando e o que estaremos fazendo em 2023, quando a Osiris-Rex realizar seu retorno, esperamos, triunfal à Terra.


“As postagens podem ser sobre ciência, engenharia, tecnologia ou outros assuntos ligados à exploração espacial hoje e em 2023″, escreveram os responsáveis pela missão no site da sonda.

INTERESSE EM ASTEROIDES
A missão reflete um aumento significativo do interesse da Nasa pelos perigos (e potenciais benefícios) dos asteroides. A Osiris-Rex fará a caracterização do Bennu, um pedregulho com 492 metros de diâmetro que passa bem perto da Terra a cada seis anos e que tem probabilidade de colidir com nosso planeta em 2182.

O tamanho da probabilidade? Ela é pequena. A chance exata é calculada em 1 em 1.800, o que pode não assustá-lo muito. Mas também não é o caso de relaxar e deixar rolar, porque se 24 de setembro de 2182 for nosso dia de azar e nada fizermos a respeito, o estrago será daqueles. (Sim, um asteroide com meio quilômetro de diâmetro pode em tese nos levar de volta à Idade Média, ainda que provavelmente não cause a extinção da humanidade.)

Por via das dúvidas, a Nasa irá estudá-lo direitinho e trazer até 60 gramas do solo do asteroide de volta para nós. (Não é a primeira vez que algo assim é feito; a incrível missão japonesa Hayabusa, realizada entre 2003 e 2010, trouxe à Terra pequenos grãos de um asteroide chamado Itokawa.)

Os cientistas apostam que a nova missão ajudará no estudo das origens do Sistema Solar, uma vez que asteroides são basicamente os restos inutilizados do material bruto que levou à formação dos planetas, 4,6 bilhões de anos atrás.

O trabalho também pode ajudar o pessoal que sonha com mineração de asteroides. E, claro, vai nos dar mais informações para que possamos desenvolver técnicas eficazes de deflexão de asteroides potencialmente perigosos.

A sonda está orçada em quase US$ 1 bilhão, com o lançamento incluído. Mas, como diria o pessoal das facas Ginsu, não é só isso! Depois dela, a Nasa também pretende levar uma missão tripulada a um asteroide, ainda na década de 2020. Ou melhor, o plano na verdade é trazer o asteroide até a missão tripulada. Um robozão capturaria o pedregulho no espaço profundo e o colocaria numa órbita em torno da Lua, onde então seria visitado pelos astronautas.

Para isso, a agência espacial americana está desenvolvendo uma nova cápsula tripulada ao estilo Apollo, a Órion, que deve fazer seu primeiro voo (sem astronautas) até o final deste ano. Em paralelo, os americanos desenvolvem um foguetão do naipe Saturn V, o SLS. Ele deve fazer seu primeiro voo em 2018.


Teste feito pela Nasa com a Órion em alto mar, em 17 de setembro de 2014.

Juntos, esses dois equipamentos darão aos americanos a capacidade de fazer viagens tripuladas ao espaço profundo — um recurso que ninguém mais no mundo teve até hoje e que eles mesmos já não têm desde 1972, quando foram realizadas as últimas missões Apollo.

FONTE: http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br/

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