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O submundo da Terra é real, e cientistas acabaram de mapeá-lo



Por: Ryan F. Mandelbaum

Lasciate ogni speranza, voi ch’entrate diz a inscrição nos portões do Inferno. “Abandonai toda esperança, vós que entrastes”, o que é um belo jeito de dizer “bem-vindo ao inferno”. Mas existe um submundo de verdade, embora seja um com menos cães e menos vento e andanças em meio à merda. Cientistas estão trabalhando em um mapa abrangente desse submundo. Uma mapa do inferno. Mais ou menos.

A Terra é composta por placas tectônicas, trechos imensos de crosta e manto que se espalham e se esmagam, causando coisas como vulcanismo, terremotos e deriva continental. Por meio do processo chamado subducção, uma placa pode deslizar para baixo de outra, deixando uma seção da Terra descer para o manto chamado de placa mergulhante. Uma equipe de cientistas europeus vem trabalhando no Atlas do Submundo, um mapa dessas placas mergulhantes, para aprender mais sobre o manto da Terra e a história e geografia desse mundo subterrâneo. Eles publicaram agora um artigo científico detalhando seus resultados no periódico Tectonophysics.

“Agora podemos rastrear não apenas como as placas se movem debaixo da superfície, mas também como elas afundam para a descontinuidade de Gutenberg“, disse Douwe van Hinsbergen, da Universidade de Utrecht, na Holanda, em entrevista ao Gizmodo. “Isso é que legal para mim: podemos aprender sobre a física dentro da Terra.”

Você talvez pense que as placas que mergulham fundo no manto simplesmente derretem, mas, na verdade, elas permanecem por um longo período e podem afundar por até três mil quilômetros, explicou van Hinsbergen. O catálogo é “o primeiro quadro global extensivo para a compreensão da estrutura do manto global atual e suas propriedades físicas e como isso se relaciona à evolução dinâmica de nosso planeta nos últimos 300 milhões de anos”, diz o artigo.


Imagem: Atlas-of-the-Underworld.org

Esse Atlas infernal é um esforço de 17 anos de compilação de grandes quantidades de dados de pesquisa em que essas placas mergulhantes foram projetadas. Para projetar as imagens dessas placas, os pesquisadores usaram tomografia sísmica. É muito como a imagem médica, mas usando a velocidade de ondas de som através da Terra para reconstruir as imagens, em vez de ondas de luz interagindo com outra superfície.

Os pesquisadores usam essa informação para contar a história de muitas das placas mergulhantes e de seu efeito no planeta. A placa Bitterrot, por exemplo, fica 200 quilômetros abaixo do oeste da América do Norte. Eles inferem que essa placa pode ter sido subduzida de 66 milhões a 46 milhões de anos atrás, causando uma antiga área de atividade vulcânica chamada de arco de Challis Absaroka. Essa área vulcânica de 50 milhões de anos de idade agora só é detectável por meio de seus restos de rocha no noroeste dos Estados Unidos. Placas mergulhantes mais recentes deixam para trás características mais fáceis de notar, como as cadeias montanhosas dos Andes e do Himalaia.

Um pesquisador não envolvido no estudo, Jonny Wu, da Universidade de Houston, contou ao Ars Technica que o projeto foi como um projeto de genoma humano, mas para o planeta Terra. “Como um mapa do genoma humano, isso vai, sem dúvidas, oferecer uma plataforma para muitas descobertas futuras sobre nosso planeta.”

É um esforço de constante evolução. “Se você olhar para o primeiro atlas do mundo no século XVI, aquilo foi um ótimo trabalho, mas ele parece diferente do nosso atlas atual”, disse van Hinsbergen. “Acho que ele vai ser um pouco diferente em dez ou 20 anos. Provavelmente vamos achar novas placas mergulhantes aqui e ali.”

O inferno é real. Ou pelo menos um monte de terra é sugada para o manto conforme o planeta evolui, e essa terra fica lá, causando características notáveis na superfície e um comportamento complexo no manto. Você pode checar o Atlas lá no Atlas-of-the-Underworld.org.

[Tectonophysics via Ars Technica]

Imagem do topo: Wikimedia Commons

FONTE: GIZMODO BRASIL

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