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Moléculas orgânicas prebióticas são encontradas no espaço


O metanol, uma das maiores moléculas orgânicas detectadas no espaço até hoje, foi encontrado em um disco a partir do qual deverão se formar planetas. [Imagem: ESO/M. Kornmesser]

Metanol no espaço

Duas observações astronômicas independentes trouxeram informações inéditas sobre a presença no espaço de compostos químicos associados com a vida.

O radiotelescópio ALMA, no Chile, identificou pela primeira vez o álcool metílico gasoso, ou metanol (CH3OH), em um disco protoplanetário.

O metanol, um derivado do metano, é uma das maiores moléculas orgânicas complexas detectadas no espaço até hoje. Identificar a sua presença em objetos preplanetários representa um marco importante na astroquímica, ajudando a compreender como é que as moléculas orgânicas são incorporadas nos planetas em nascimento.

Além disso, o metanol é ele próprio um bloco constituinte de espécies mais complexas de importância prebiótica fundamental, como os compostos dos aminoácidos. Por tudo isto, o metanol desempenha um papel vital na criação da química orgânica rica necessária à vida.

Enquanto outros compostos químicos detectados no espaço são formados apenas pela química de fase gasosa, ou então por uma combinação das fases gasosa e sólida, o metanol é um composto orgânico complexo, que é formado apenas na fase gelada, provavelmente através de reações na superfície de grãos de poeira - e não pelo simples choque e combinação de elementos mais simples no espaço.

O disco protoplanetário em torno da jovem estrela TW Hydrae, onde o metanol foi encontrado, é o disco mais próximo da Terra que se conhece, a uma distância de apenas 170 anos-luz, o que o torna um laboratório ideal para estudar os fenômenos associados com a vida no espaço. Além disso, ele assemelha-se bastante ao que os astrônomos acreditam que tenha sido o Sistema Solar durante a sua formação, há mais de 4 bilhões de anos.


As moléculas quirais foram encontradas perto do centro da Via Láctea. [Imagem: B. Saxton-NRAO/AUI/NSF-N.E. Kassim/SDSS]

Moléculas quirais no espaço

Já o telescópio GBT (Green Bank Telescope), nos EUA, flagrou nada menos do que uma molécula quiral no espaço.

Assim como as mãos humanas, certas moléculas orgânicas têm imagens espelhadas, ou seja, elas ocorrem em versões destras e canhotas - esta é a propriedade química conhecida como quiralidade. Como não se sobrepõem - assim como as mãos humanas - as duas versões da mesma molécula têm características diferentes.

O mais interessante em toda essa história é que a a vida tende a se basear em moléculas canhotas. Embora os cientistas ainda não saibam o porquê, o fato é que a quiralidade pode ser encontrada em toda a vida orgânica. Os aminoácidos, por exemplo, são sempre canhotos, enquanto os açúcares e o DNA são versões destras.

Agora os astrônomos encontraram a primeira molécula orgânica quiral no espaço, o óxido propileno (CH3CHOCH2), identificada próxima ao centro da nossa galáxia, em uma enorme região de formação de estrelas conhecida como Sagitário B2.

"Esta é a primeira molécula detectada no espaço interestelar que tem a propriedade da quiralidade, um avanço pioneiro em nosso entendimento de como as moléculas prebióticas são formadas no Universo e os efeitos que elas podem ter nas origens da vida," disse Brett McGuire, membro da equipe.

Assinaturas moleculares

Até agora, mais de 180 moléculas já foram detectadas no espaço. Conforme cada molécula vibra naturalmente no vácuo do meio interestelar, ela emite uma assinatura distinta, que aparece como uma série de picos no gráfico que representa o espectro de radiofrequências coletadas pelos radiotelescópios. Moléculas maiores e mais complexas têm uma assinatura mais complexa, tornando mais difícil detectá-las.

FONTE: SITE INOVAÇÃO TECNOLOGICA

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