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O Caso Augusto Leverger



Artigo originalmente publicado no Boletim da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores (SBEDV) - Edição 12 - novembro de 1959.

Ao longo da história da humanidade são inúmeros os registros de aparições de ÓVNIS em céus de todo o planeta. Com o advento da Imprensa tais registros tornaram-se mais comuns como vemos no artigo presente no Boletim Oficial Mensal do Departamento de Relações Públicas da Companhia Carris, Luz e Força do Rio de Janeiro LTDA., em seu número 59, do mês de maio de 1959. Num artigo sob Título DISCOS VOADORES, de autoria de CJ Dunleo temos vários casos documentados na segunda metade do século 19:
“Não é de hoje que se fala em discos voadores. Deixando de parte as histórias fantásticas, sem qualquer fundamento, registramos algumas observações feitas por astrônomos, capitães de navios e outras pessoas dignas de crédito:
Em 1870, o jornal “The Times”, de Londres, noticiava que um estranho objeto elíptico fora visto naquela cidade a 26 de setembro; um ano depois, a 1º de agosto de 1871, diversas pessoas em Marselha, França, avistaram um grande engenho redondo, seguindo lentamente pelos céus; a 22 de março de 1880, eram observados em Kattenau, na Alemanha, vários objetos brilhantes e luminosos, movendo-se em direção oeste e subindo; em 1885, o “Royal Gazette”, de Bermuda, dava notícia de uma coisa redonda misteriosa que voava sobre a ilha; a 1º de novembro do mesmo ano, um astrônomo e diversas testemunhas presenciaram uma enorme máquina redonda voando sobre Adrianópolis, na Turquia; em 1880, um disco oval era visto obre a Nova Zelândia, voando a grande altura; em 1890, diversos objetos aéreos eram percebidos nos céus das Índias Orientais Holandesas, surgindo pouco depois na Inglaterra e Escócia; a 25 de janeiro de 1878, o “Daily News”, de Denison, Texas, EUA, publicava circunstanciado relatório a respeito de um engenho no formato de pires (“saucer”) observado naquele país; em 1897, astrônomos e milhares de pessoas no meio-oeste dos Estados Unidos viram um curioso aparelho no céu, com luzes vermelhas, verdes e brancas, fato esse amplamente noticiado nos jornais de Chicago e diversas cidades; e, assim por diante, para só citar as principais aparições assinaladas no século passado.
Depoimento
No Brasil, quem primeiro avistou um disco voador parece ter sido o capitão de fragata Augusto Laverger. Deixamos aqui a preciosa citação de C.J. Dunlop para nos reportarmos, ainda sob sua inspiração, ao que se lê na “Gazeta Official do Império do Brasil”, quinta-feira, 26 de novembro de 1846, página 295:
“Na expedição das canhoneiras de Cuyabá para a cidad de Assumpção, sob o comando do Capitão de Fragata Augusto Leverger, observou este hum extraordinário phenomeno meteorológico que descreve de maneira seguinte:
“”Observei esta noite hum phenomeno como nunca antes vira. As 5 horas de 57 minutos estado o céo perfeitamente limpo, calma, thermometro 60º, hum globo luminoso com instantânea rapidez descreveo huma curva de como 30º, ao rumo NNO. A direção fazia com o horizonte ângulo de, aproximadamente, 75º e 105º e agudo aberto pelo lado do Oeste.
“Deixou substituir huma faixa de luz de 5º ou 6º de cumprimento e 30º a 35º de largura, na qual distinguião-se três corpos cujo “brilho era muito mais vivo que o da faxa, e igualava, se não excedia, em intensidade, o da lua cheia em tempo claro. Estavão supepostos e separados um dos outros.
O do meio tinha a aparência quase circular; o inferior parecia um segmento de circulo de 120º com os raios extremos quebrados; a forma que apresentava o de cima era de hum quadrilátero irregular; a maior dimensão dos discos seria de 20 a 25’. Emfim acima delles via-se huma lista de luz muito fraca em forma de zig-zag de como 3’ de largura e 5º ou 6º de compriment. A altura angular da faxa grande sobre o horizonte parecia de 8º (Receosos de perder alguma circunstância do phenomeno não recorri ao instrumento para medir essas dimensões).
Foi tudo abaixando com não maior velocidade apparente do que os astros no seu ocaso, porém os globos luminosos mudarão de aspecto tomando a forma elíptica de cada vez mais achatada, e embaciando até parecerem pequenas nuvens. A faixa grande inclinou-se para N até ficar quase horizontal, mas o zig-zag sempre conservou a mesma direção. Depois de 25’ tudo desappareceo, e não houve o mais leve signal de perturbação na atmosphera.
Na cidade de Assumpção conversei com o Ministro do Brasil e diversos outras pessoas que testemunharão esta, para nós todos, singular apparição. Huma circunstância que ao me parece muito digna de notar-se, he a direção em que o Ministro observava o phenomeno, não houve engano, pois referia a observação a hum auro cujo azimuth era fácil verificar, a esta direção era proximadamente de ONO, fazendo por tanto hum ângulo de 45º com a de NNO, que eu notara.
Submeti ao calculo trigonométrico esta enorme parallaxe combinada com as posições geográficas de Assumpção e do lugar onde eu observei, e achei que o phenomeno devera verificar-se na região atmospherica e tão somente a 3 légoas de Assumpção.



Caso queiram entrar em contato com a fonte primária deste depoimento publicado no periódico do século XIX, ele encontra-se digitalizado no acervo da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro: http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=749435&PagFis=295 (segunda coluna, parágrafo 5°)
(Angelo Ardonde)

FONTE: http://www.fenomenum.com.br/

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