Pular para o conteúdo principal

Com ajuda de impressora 3D, astrônomos desvendam segredos de curioso sistema estelar


Modelo em 3D ajuda astrônomos a entender o sistema estelar Eta Carinae - Divulgação/ Centro de Vôo Espacial Goddard/ NASA

Após pesquisa de 11 anos, NASA descobre ventos de até seis milhões de quilômetros por hora no enorme sistema Eta Carinae

Eta Carinae, o sistema estelar mais luminoso a menos de 10 mil anos-luz de distância da Terra, é conhecido por seu comportamento surpreendente. Trata-se de um sistema formado por duas estrelas muito próximas uma da outra. Ele entrou em erupção duas vezes no século XIX, por exemplo, por razões que os cientistas ainda não conseguiram entender. Mas um grande estudo conduzido por astrônomos da NASA no estado americano de Maryland usou satélites e telescópios terrestres para construir o retrato mais fiel da Eta Carinae já feito até hoje. Entre as novas descobertas estão imagens do telescópio Hubble que mostram ventos gasosos que atingem mais de seis milhões de quilômetros por hora e novos modelos 3D que revelam segredos sobre a interação entre as duas estrelas.

— Estamos começando a entender o estado atual e o complexo ambiente deste astro notável, mas ainda temos um longo caminho a percorrer se quisermos explicar suas erupções passadas ou prever seu futuro — comentou o astrofísico Ted Gull, que coordena o grupo de pesquisa do Centro de Vôo Espacial Goddard que acompanha a estrela há mais de uma década.

Localizado a 7.500 anos-luz da Terra, na constelação Carina, o Eta Carinae é formado por duas estrelas enormes cujas órbitas fazem com que elas fiquem muito próximas a cada 5 anos e meio. A estrela maior tem cerca de 90 vezes a massa do sol e é 5 milhões de vezes mais brilhante do que ele. Ela também é a mais fria, com temperatura média de 15 mil graus Celsius. Já a estrela menor, a mais quente (30 mil graus Celsius), mede 30 massas solares e emite uma luz um milhão de vezes mais forte que a do sol.

O sistema é visível da Terra, e o que a torna tão especial é o seu brilho muito instável. Se, em 1830, o Eta Carinae brilhava tanto como Sirius (a estrela mais brilhante), atualmente, ele só é visível em locais muito escuros. Quarenta anos atrás, era necessário um telescópio para observá-lo.


Eta Carinae: sistema formado por duas estrelas é especial por ser extremamente instável - Divulgação/ Centro de Vôo Espacial Goddard/ NASA

Em uma coletiva de imprensa na Sociedade Americana de Astronomia, em Seattle, na quarta-feira, os astrônomos revelaram que as duas estrelas produzem fluxos gasosos muito fortes, chamados de ventos estelares. Embora estes ventos encubram as estrelas, fazendo com que seja quase impossível observá-las diretamente, o gás é tão quente e denso que emite raios-X observáveis.

A emissão de raios-X, porém, muda drasticamente quando as duas estrelas estão mais próximas, momento chamado de periastro. Na medida em que as estrelas se aproximam uma da outra, a produção de raios-X aumenta gradualmente, atingindo o nível máximo de emissões quando elas estão tão próximas quanto Marte do Sol. Mas, logo depois do periastro, os índices de emissão de raios-X caem de repente.

Depois de agrupar 11 anos de dados coletados com vários satélites da NASA e telescópios terrestres, uma equipe de pesquisa desenvolveu uma simulação 3D do sistema.

De acordo com o modelo projetado, os ventos que partem de cada estrela têm propriedades diferentes. Os da estrela primária são extremamente lentos e sopram a “apenas” um milhão de quilômetros por hora, enquanto os ventos da estrela “companheira”, a mais quente, são muito mais rápidos, com uma velocidade seis vezes maior. Os ventos da estrela maior também são extremamente densos, podendo carregar uma massa equivalente a do nosso Sol a cada mil anos, enquanto que o vento da estrela menor carrega 100 vezes menos material.

Mas a equipe de pesquisa não parou por aí.


Astrônomo mostra modelo em 3D as estrelas que formam o sistema Eta Carinae: ventos gasosos de até 6 milhões de quilômetros por hora - Divulgação/ Centro de Vôo Espacial Goddard/ NASA

— Usando uma impressora 3D, nós encontramos uma forma de imprimir os resultados das nossas simulações feitas em computador — comentou Thomas Madura, também da NASA. — Estas são as primeiras impressões em 3D do mundo de uma simulação de computador de um sistema astrofísico complexo.

O modelo de silicone pode ser separado em duas seções: a que mostra os ventos densos da estrela primária e a que mostra os ventos mais suaves da estrela companheira. Cortando o modelo ao meio, portanto, é revelada a cavidade esculpida pelo vento da estrela companheira na nuvem da estrela primária.

— Ao fazermos esses modelos com a impressora 3D, descobrimos saliências semelhantes a dedos, que se estendem radialmente a partir da região de colisão das duas espirais de vento — observou Madura. — Estas são características que nós nem sequer sabíamos que existiam antes de olharmos os modelos. Eles são provavelmente o resultado de instabilidades físicas que surgem quando o vento rápido colide com o vento mais lento, o que é, essencialmente, uma parede de gás.



FONTE: http://oglobo.globo.com/

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Conheça histórias de pessoas que foram abduzidas por Extraterrestres

As pessoas do mundo se dividem em dois grandes grupos e um terceiro bem pequeno.

Os dois grandes grupos são: aqueles que acham que ETs existem e aqueles que acham que ETs não existem.

Correndo por fora, existe uma minoria silenciosa que se mantém quietinha, aparentemente, porque, se essas pessoas disserem as coisas que elas sabem, ninguém acreditaria nelas.

Elas fazem parte do pequeno grupo que jura de pé junto ter feito contato com seres extraterrestres.

O fotógrafo nova-iorquino Steven Hirsch, de 63 anos, é um cara que, se não acredita nessas pessoas, pelo menos acredita no direito que elas têm de contar suas histórias do jeito que quiserem.

Por isso, ele criou um blog em que entrevista e fotografa gente que diz ter sido abduzida por alienígenas. O endereço é littlestickylegs.blogspot.co.uk.

- Eu não quero que os meus leitores tenham nenhum tipo de ideia pré-concebida sobre essas pessoas até qie eles vejam suas imagens e leiam suas palavras. Minhas entrevistas mal conseguem ir além…

Mémorias da Ufologia: Caso SANTA ISABEL

FOTOS DO LAUDO

Na localidade de Santa Izabel(SP) em junho de 1999, a Sra. Alzira Maria de Jesus foi encontrada morta na sua cama, e por volta das 8 hs da manhã sua nora percebe o fato e sai imediatamente para ir ao orelhão e ligar para o seu marido e espera à ajuda e , ao chegar de volta em casa quase 40 min.depois a nora vê o corpo da sra. com o rosto totalmente desfigurado e praticamente sem carne; foi feito o boletim de ocorrência na delegacia da cidade sob n°145/99 em 24 de Junho. Posteriormente confirmou-se que à causa da morte foi a parada respiratória, mas o que aconteceu realmente como rosto desta sra. num espaço menor de uma hora?O laudo é cita sobre as configurações do mesmo, inclusive nas cavidades oculares, mas o que teria causado à perda do rosto ficou indeterminada. Mais estranho ainda é que na noite anterior aos fatos foram vistas bolas de luz voando nessa região rural e no início da madrugada os animais,como cachorros,gansos,e outros começaram à fazer um intenso barulh…

O caso Roswell nordestino: Queda de UFO na Bahia, em Janeiro de 1995

Por Ufo Bahia: Nessa data, as 09:00 horas, uma in­formante do G-PAZ, "M" da TV BAHIA me ligou contando uma mirabolante his­tória de queda de um UFO em Feira deSantana(BA) a 112 Km de Salvador. Umfazendeiro de apelido Beto, tinha ligadopara TV SUBAÉ daquela cidade oferecen­do – em troca de dinheiro – um furo dereportagem; um disco voador tinha caído na sua fazenda e ele tinha provas e ima­gens do fato!
Apenas depois do meio dia, conse­gui – por fim – falar com Beto, que apóssua proposta de negócio, ante minha (apa­rente) frieza, me contou com bastante de­talhes o acontecido. Soube que tambémtentara vender suas provas a TV BAHIA,onde procurou o repórter José Raimundo:
"Ontem pela madrugada caiu algu­ma coisa na minha fazenda, dentro de umalagoa. Era do tamanho de um fusca; aqui­lo ficou boiando parcialmente submerso,perto da beirada. Tentei puxar como pude,trazendo para perto de mim, com uma vara.Aquilo parecia um parto... (quando seabriu uma porta) começou primeiro a sa…