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Procurando por uma civilização extraterrestre através de sua energia desperdiçada



Em 1974, Michael Hart, um astrônomo estadunidense, publicou um artigo no Quarterly Journal of the Royal Astronomical Society, intitulado “An Explanation For The Absence Of Extraterrestrials On Earth” (em português, “Uma Explicação para a Ausência de Extraterrestres na Terra”). No artigo, ele apontava que não havia extraterrestres inteligentes na Terra, a qual foi uma declaração referida de forma famosa como ‘Fato A’.
“O ‘Fato A’, como todos os fatos, requer uma explicação“, escreveu Hart. Ele continuou concluindo que o ‘Fato A’ é explicado pela noção de que vida inteligente do espaço não existe. Em outras palavras, estamos sós na galáxia.
O artigo de Hart faz menção ao ‘paradoxo de Fermi‘, cujo nome foi dado em homenagem a Enrico Fermi, o qual perguntou: “Se alienígenas inteligentes existem, onde estão?” Aliás, os argumentos de Hart têm se tornado tão famosos, que o problema é frequentemente chamado de ‘paradoxo Fermi-Hart’.
Hoje, Jason Wright da Universidade Estadual da Pensilvânia e alguns de seus colegas reavaliaram o argumento de Hart, dentro de suas várias contradições e muitas outras associadas com o paradoxo de Fermi. Em particular, eles focaram na possibilidade de que civilizações extraterrestres seriam detectadas pelo calor gerado por suas atividades. Assim, uma forma útil de procurar por civilizações extraterrestres seria a de procurar por suas assinaturas infravermelhas geradas por sua energia desperdiçada.
O problema básico com a ideia de que vida inteligente existe em outros lugares da galáxia é o de que o Sol é uma estrela ordinária e que há muitos bilhões de outras estrelas como ele na Via Láctea. Muitas destas estrelas teriam planetas similares à Terra em suas órbitas, assim deve ter havido uma ampla oportunidade para a vida inteligente evoluir em outros lugares. Além disso, se qualquer uma dessas civilizações começar a explorar o espaço intergaláctico ao seu redor, mesmo nas velocidades baixas que os humanos hoje possuem controle, levaria somente algumas dezenas e milhares de anos para que toda a galáxia fosse colonizada.
Assim, o fato de que não vemos vida inteligente lá fora (quem não quer ver, é claro) deve significar que ela não exista. Em outras palavras, somos os primeiros e estamos sós.
Porém, Wright e seus colegas estendem o argumento de Hart para os suprimentos de energia. A ideia básica aqui é a de que qualquer civilização avançada requereria vastas quantidades de energia e a fonte mais provável desta energia seria a estrela que eles orbitam. Porém, seja lá como for a forma com que esta energia é usada, ela deve inevitavelmente acabar como desperdício calórico que deve ser visível em infravermelho.
“Argumentamos que grandes suprimentos detectáveis de energia podem, de forma plausível, existir, porque a vida tem potencial para crescimento exponencial até que seja barrada por recursos ou outras limitações, e a inteligência implica na habilidade de superar tais limitações“, diz Wright e companhia.
E eles chegaram à uma conclusão ímpar. Wright e colegas dizem que se a tese de Hart estiver correta – de que estamos sós na nossa galáxia – então as procuras por grandes civilizações alienígenas em outras galáxias podem ser frutíferas. E se estiver incorreta, então as procuras por civilizações dentro da Via Láctea são mais prováveis de obter sucesso do que argumentado por Hart.
Em outras palavras, vale a pena continuar procurando por civilizações extraterrestres. Um curioso argumento, mas construído com o respaldo de uma revisão completa da procura por civilizações extraterrestres e de suas fontes de energia.

FONTE: www.technologyreview.com


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