Pular para o conteúdo principal

Veja o Grande Colisor de Hádrons receber uma importante atualização



O Grande Colisor de Hádrons do CERN, abaixo do solo de Genebra, na Suíça, não é apenas um experimento, mas vários deles espalhados ao longo de um túnel circular de 27 quilômetros. Um dos maiores desses experimentos, o Compact Muon Solenoid, ou CMS, está recebendo uma atualização importantíssima nesta quinta-feira (02), que o CERN está comparando a uma cirurgia de coração aberto.

A atualização irá substituir o mais profundo dos vários detectores de partículas. O novo detector, chamado de “detector de pixels”, irá ajudar os físicos a reunir informações importantes sobre partículas potencialmente novas, como aquelas previstas por supersimetria, de centenas de milhões de colisões de partículas que acontecem a cada segundo no GCH. O próprio GCH recentemente recebeu uma grande atualização, aumentando sua energia de operação de oito para 13 tera eletrovolts, o que permitirá aos físicos reunir ainda mais dados.


Imagem: CERN

“É como a data de lançamento de um satélite”, contou ao Gizmodo Austin Ball, coordenador técnico do CMS. “Você diz tchau a algo em cima do qual trabalhou por um longo tempo e cruza os dedos para que funcione nas condições de operação.”

O Grande Colisor de Hádrons é simplesmente dois tubos paralelos com partículas viajando em direções opostas em torno de cada uma delas. Os tubos cruzam em vários pontos em torno do círculo. Detectores gigantes, como o CMS, embrulham-se em torno dos pontos de interseção para observar o que surge das colisões. O CMS, a propósito, é enorme. Tem 20,11 metros de altura e 15,24 metros de diâmetro — do tamanho de um apartamento de quatro andares e do comprimento de dois ônibus escolares juntos — e está aproximadamente 91,44 metros abaixo do solo.



O detector de pixels do CMS é basicamente uma câmera de 124 megapixels feita de quatro camadas empilhadas de silício. Quando os prótons colidem no círculo do GCH, eles enviam uma barragem de partículas para fora através do cilindro, que deixa um sinal em cada camada da câmera. Reconstruir o caminho que cada partícula percorreu significa conectar esses pontos de colisão em cada camada.

A atualização permitirá ao CMS recolher dados de 50 a 60 colisões de prótons a partir de dois pulsos de partículas colididas, aumentando a resolução em comparação com as 25 a 30 colisões do antigo detector de 66 megapixels, afirmou Ball. Esses pacotes de partículas colidem a cada porção de nanosegundos, então a câmera precisa conseguir tirar cerca de 40 milhões de fotos por segundo. No fim, todo esse dado será analisado e grafado por físicos e comparado com previsões teóricas e modelos, para ver se alguma partícula nova ou quaisquer outros fenômenos interessantes aparecem.


Imagem: Cern

Houve vários pequenos ajustes ao moderno detector de pixels até que ele chegasse a ser instalado, já que quase tudo é customizado e precisará suportar um enorme número de partículas. Agora, é uma corrida contra o relógio para garantir que ele esteja funcionando até o dia 1º de maio, quando os feixes do GCH serão ligados de volta. “Os últimos meses foram empolgantes, porque estivemos sob muita pressão quanto ao prazo”, disse Ball. “Hoje, vê-lo instalado e encaixado corretamente em torno do tubo de feixe, é um dia culminante importante.”

O CMS demandará mais testes antes do reinício do Grande Colisor de Hádrons em maio, e antes que as colisões comecem algumas semanas depois. “Agora é que o trabalho grande começa”, disse Ball. “Conectar essa coisa, comissioná-la e garantir que possamos fazer física com ela.”

Imagem do topo: CERN

FONTE: GIZMODO BRASIL

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ovnis e estranhas criaturas próximos ao Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (RN)

Desde o ano de 2016 militares da Aeronáutica que trabalham na Barreira do Inferno já percebiam bolas de luzes alaranjadas como também feixes de luzes amarelados no céu noturno, bem próximo daquela região. Por desconhecerem totalmente a origem dessas luzes misteriosas e a finalidade delas, vários militares observavam intrigados e chegavam a comentar entre eles sobre esses fenômenos luminosos. Dias após a percepção dessas claridades no céu noturno, alguns militares começaram a perceber ao redor daquela localidade o aparecimento de criaturas vivas, de seres que não eram humanos. Um dos militares chegou a ver um "Urso Polar" e imediatamente comunicou a outros militares de plantão. Tal militar chegou a passar mal após a aparição de tal criatura. Já um outro militar flagrou uma outra criatura aparentando ser um "homem de grande porte" sair andando de dentro da água do mar. Outro militar relata que presenciou duas criaturas que de início pareciam apenas dois cachorros g…

Ovnis em Iporanga (SP)

Entrada da Casa de Pedra, caverna com maior boca do Mundo, 215 metros.

Iporanga em tupi significa “Rio Bonito” e foi palco da exploração de ouro no período colonial e, posteriormente da exploração de chumbo e zinco no século passado. Na região há famosas cavernas: Formação Iporanga e Formação Votuverava. Em Iporanga, efetuaram-se diversos estudos de mapeamento geológico e pesquisa mineral, sobretudo pela CPRM - Serviço Geológico do Brasil. A seção geológica mais conhecida é o famoso perfil Apiaí-Iporanga. A cidade atrai muitos visitantes por possuir lindas cachoeiras, piscinas naturais, vales, grutas e cavernas. Iporanga é a cidade que possui o maior número de cachoeiras em todo o Brasil, nas 365 cavernas cadastradas. O turista poderá praticar esportes radicais como o rapel, canyonismo e trekking. Atrativos culturais podem ser visitados como o museu da cidade, a Igreja Matriz e as casas com o estilo colonial. Por todos estes motivos, Iporanga é considerada um dos mais importantes cent…

Conheça histórias de pessoas que foram abduzidas por Extraterrestres

As pessoas do mundo se dividem em dois grandes grupos e um terceiro bem pequeno.

Os dois grandes grupos são: aqueles que acham que ETs existem e aqueles que acham que ETs não existem.

Correndo por fora, existe uma minoria silenciosa que se mantém quietinha, aparentemente, porque, se essas pessoas disserem as coisas que elas sabem, ninguém acreditaria nelas.

Elas fazem parte do pequeno grupo que jura de pé junto ter feito contato com seres extraterrestres.

O fotógrafo nova-iorquino Steven Hirsch, de 63 anos, é um cara que, se não acredita nessas pessoas, pelo menos acredita no direito que elas têm de contar suas histórias do jeito que quiserem.

Por isso, ele criou um blog em que entrevista e fotografa gente que diz ter sido abduzida por alienígenas. O endereço é littlestickylegs.blogspot.co.uk.

- Eu não quero que os meus leitores tenham nenhum tipo de ideia pré-concebida sobre essas pessoas até qie eles vejam suas imagens e leiam suas palavras. Minhas entrevistas mal conseguem ir além…