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Como sabemos que buracos negros realmente são buracos?

Alguns terráqueos têm a tola tendência de achar que, se eles não entendem algo, esse algo deve ser falso. Isso inclui nossa relação com a mudança climática, o fato de a Terra ser redonda e a existência de buracos negros, manchas tão densas no universo das quais nem a luz consegue escapar. Sabemos que os buracos negros existem de uma forma ou de outra, mas ninguém os viu com seus próprios olhos ou telescópios, já que eles são negros ou rodeados por uma nuvem de gás quente de coisas que eles destruíram com sua gravidade. Também sabemos que as galáxias têm objetos centrais imensos, que presumimos serem buracos negros supermassivos. Cientistas acham que esses buracos negros são densas massas do menor comprimento possível, cercados de um distante ponto de não retorno de espaço distorcido do qual a luz não consegue escapar, baseados na teoria da relatividade geral de Albert Einstein. Mas suposições não são fatos. Portanto, alguns cientistas quiseram provar para si próprios que Einstein e...

A maluca história da possível origem da lua mais misteriosa de Saturno

A Encélado está tendo seu momento: desde que a NASA anunciou que ela tinha todos os ingredientes básicos para a vida, as pessoas se interessaram na incomum lua saturniana. Além de esconder um oceano subterrâneo quente abaixo de sua crosta, a Encélado produz energia suficiente a partir de suas fontes hidrotermais para, hipoteticamente, sustentar micróbios alienígenas. E só para acrescentar mais uma camada de estranheza a esse estranho mundo, uma nova pesquisa sugere que a lua pode ter “caído” muito tempo atrás. Após estudar informações coletadas pela sonda Cassini, da NASA, uma equipe de cientistas acredita ter encontrado evidência de que o eixo de rotação da Encélado — a linha imaginária que cruza seus polos norte e sul — saiu cerca de 55 graus de seu eixo original. De acordo com os pesquisadores, a razão mais provável para isso é que um objeto menor, como um asteroide, tenha colidido com a lua, fazendo com que ela se reorientasse. Uma colisão já foi usada anteriormente para explic...

Bactérias mutadas no espaço podem representar más notícias para os humanos

Um novo experimento mostra que a exposição à microgravidade a longo prazo afeta as bactérias a nível genético, conferindo-lhes vantagens reprodutivas que persistem mesmo após elas serem reintroduzidas a colônias não afetadas e a níveis normais de gravidade aqui na Terra. Por décadas, cientistas têm tido dificuldades de entender por que certas bactérias parecem prosperar no espaço. Uma nova pesquisa publicada na NPJ Microgravity mostra que uma bactéria, ao menos, passa por mais de uma dúzia de mutações quando exposta ao espaço e que essas mudanças melhoram sua reprodução. Além disso, essas mudanças parecem permanecer a longo prazo, mesmo após a bactéria mutada ser exposta a condições normais. Essa notícia é preocupante para astronautas em missões de longa duração, que podem estar expostos a novos e perigosos tipos de microrganismos ao longo do tempo. Evidências de pesquisas anteriores já mostraram que a E. coli e a salmonella crescem mais rápido e mais fortes na microgravidade. A ...

Astronomia Tukano

Crédito: AEITY/ACIMET -editoração gráfica: Renata Alves de Souza Por Melissa Oliveira, antropóloga, integrante do programa Rio Negro/ISA Desde 2005 um amplo processo de pesquisa tem sido realizado no âmbito de projetos de educação e manejo ambiental protagonizados por indígenas do médio rio Tiquié, organizados na Associação Escola Indígena Tukano Yupuri (AEITY) e na Associação das Comunidades Indígenas do Médio Tiquié (ACIMET), em parceria com profissionais do Programa Rio Negro do Instituto Socioambiental. Este artigo é fruto desse processo, mais especificamente da experiência de pesquisa sobre astronomia, realizada em parceria com o físico Walmir Thomazi Cardoso da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo e SBEA (Sociedade Brasileira para o Ensino de Astronomia). Nesta buscou-se identificar o ciclo de constelações tukano e desana, registrar os mitos de origem destas constelações e observar e descrever os fenômenos ecológicos, econômicos e rituais associados a esse cic...

Palestras astronômicas

Observatório Astronômico Escola de Minas (Ouro Preto MG) TÍTULO: Evidências para o que sabemos (e para o que não sabemos) sobre o Universo - Henrique S. Xavier RESUMO: A concepção científica que atualmente temos do nosso Universo é que ele surgiu praticamente homogêneo e sem estruturas cerca de 14 bilhões de anos atrás num fenômeno conhecido como o Big-Bang, e que desde então vem se expandindo, esfriando e formando estruturas cada vez maiores. Entretanto, tal concepção não se completa sem a admissão de dois grandes problemas que acabaram ganhando status de soluções, conhecidos como matéria e energia escuras. Nesta palestra, apresentarei algumas observações astrofísicas que fundamentam tal concepção do Universo e que conferem tal status às componentes escuras: a relação de Hubble de supernovas, a idade de objetos astrofísicos, a formação de elementos primordiais, a radiação cósmica de fundo e a distribuição de galáxias. Por fim, mencionarei brevemente alguns problemas do modelo c...

O orbitador lunar da NASA sobreviveu a um impacto com um meteoro minúsculo

Três anos atrás, uma câmera a bordo do Lunar Reconnaissance Orbiter (Orbitador de Reconhecimento Lunar, “LRO”, na sigla em inglês) foi atingida por um minúsculo meteoroide enquanto capturava uma imagem da superfície lunar. Estudando os padrões de ziguezague resultantes, cientistas conseguiram estimar a velocidade e o tamanho do objeto que atingiu o equipamento. Desde 2009, o LRO, da NASA, tem diligentemente coletado informações sobre a superfície da Lua. Para fazer seu trabalho, a sonda está armada com três câmeras, incluindo duas Narrow Angle Cameras (Câmeras de Ângulo Estreito, ou “NACs”, na sigla em inglês) que capturam imagem em preto e branco em alta resolução. Normalmente, essas imagens são cruas e bastante claras, mas uma imagem tirada em 13 de outubro de 2014 exibiu padrões visuais incomuns. Imagem: NASA’s Goddard Space Flight Center/Arizona State University As NACs trabalham construindo uma imagem linha a linha. Uma imagem completa consiste de milhares de linhas indiv...

Matéria de Capa | Mundos Distantes | 27/05/2017

Que mistérios guarda uma estrela situada a centenas de anos-luz da terra, que apresenta um padrão de brilho incomum, a ponto de levar os astrônomos a suspeitar da presença de uma megaestrutura alienígena? O fato de que a estrela às vezes brilha com bastante intensidade e em seguida reduz de forma significativa a emissão de luz despertou a atenção de uma legião de astrônomos - que passaram a acompanhar o fenômeno e a levantar hipóteses para esse comportamento incomum. Seria um sinal da existência de uma civilização extraterrestre que aproveita a energia da estrela e disso resultariam as alterações na emissão de luz? Nesta edição do Matéria de Capa. FONTE: Matéria de Capa