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Quatro estrelas podem ter dado origem ao Oumuamua

CONCEPÇÃO ARTÍSTICA DO OUMUAMUA (FOTO: ESA/HUBBLE, NASA, ESO, M. KORNMESSER) Foi em 2017 que o Oumuamua deixou o Sistema Solar após uma breve visita, mas a astronomia nunca mais deixou de pesquisar o curioso visitante espacial. Desde que o telescópio Pan-STARRS 1, no Havaí, descobriu o objeto intergalático, em outubro daquele ano, os cientistas buscam entender do que se tratava. Depois de suspeitas de que o Oumuamua poderia ser uma nave alienígena, pesquisas confirmaram se tratar de um cometa, com gases que emanam de sua superfície provocando pequenas variações em sua trajetória. A busca que seguiu foi para descobrir de onde ele veio. Em março deste ano, astrônomos da Universidade de Toronto, no Canadá, utilizaram modelos computacionais com os dados da trajetória do ’Oumuamua para tentar desvendar sua origem, e concluíram que provavelmente tenha nascido em uma estrela binária. Segundo Alan Jackson, que comandou a pesquisa, grandes objetos rochosos dificilmente vêm de sistemas ...

Faça-se a luz - Entenda o que é e como funciona o acelerador de partículas Sirius – a fábrica de luz de 1,8 bilhão de reais que vai revolucionar a ciência brasileira.

Por Bruno Vaiano | Ilustração: Rodrigo Damati | Design: Yasmin Ayumi | Edição: Ana Carolina Leonardi A gente tinha uma margem de erro de 5 milímetros”, me diz um senhor de óculos retangulares. Ele aponta para um buraco na parede. “E o que o operário achou disso, na hora de fazer o furo?” “Ah, ele chorou, né?” Eu poderia dizer que Walter Marchesini Jr. é engenheiro de automação – mas importante mesmo é dizer onde. Walter trabalha no maior acelerador de partículas do Hemisfério Sul, localizado em Campinas, a 100 km da capital paulista. Lá, ele me explicou, absolutamente tudo foi feito com uma precisão absurda. Dos buracos na parede ao chão. O piso de concreto tem 1,5 m de espessura, mas é tão plano que, ao longo de sua extensão, o maior desnível é de menos de 2 centímetros. A temperatura do ar-condicionado flutua no máximo 0,1 ºC. A água e o esgoto passam pelo encanamento sem causar a mínima vibração – todos os canos são apoiados em molas, e têm calibre maior que o necessário...

Recorde de microscópio eletrônico mostra ligações atômicas

A matéria nunca havia sido vista com tantos detalhes - esta é uma amostra do semicondutor bidimensional molibdenita. [Imagem: Y. Jiang - 10.1038/s41586-018-0298-5] Microscópio mais preciso do mundo A nanotecnologia cravou mais um recorde digno do Guinness: o microscópio de resolução mais alta do mundo. Com ele é possível visualizar com precisão estruturas medindo 0,39 ângstroms. Como referência, lembre-se que a maioria dos átomos têm entre 2 e 4 ângstroms de diâmetro, ou seja, agora é possível não apenas ver as características internas dos átomos, como o próprio espaçamento entre eles e, mais importante, detalhes sobre as ligações entre eles. Como a resolução dos microscópios eletrônicos até agora coincidia com o tamanho médio dos átomos, eles apareciam nas imagens como esferas borradas - o borramento agora sumiu. A técnica usada pelo microscópio mais poderoso do mundo é conhecida como pticografia. [Imagem: Y. Jiang - 10.1038/s41586-018-0298-5] Pticografia Este é o ma...

Bombardeios da Segunda Guerra Mundial alteraram a atmosfera da Terra

AVIÃO DA FORÇA AÉREA DO REINO UNIDO ATACA INIMIGO (FOTO: WIKIMEDIA COMMONS) Literalmente, o horror da guerra parece não ter limites: as operações de bombardeios aéreos que ocorreram durante Segunda Guerra Mundial foram tão intensas que alteraram parte da atmosfera terrestre. De acordo com uma pesquisa recente, ondas de choque causadas pelo impacto das bombas enfraqueceram a ionosfera— localizada entre 60 e 1 mil quilômetros de altitude, é responsável por conter parte da radiação solar que atinge a superfície do planeta. Além de sua importância vital para a manutenção da vida terrestre, a ionosfera é a região por onde se refletem as ondas do rádio, dos sistemas de GPS e de radares. Isso acontece por conta de suas propriedades físico-químicos: na ionosfera há uma grande quantidade de movimentação de elétrons por conta da interação com a radiação solar, beneficiando a propagação de ondas eletromagnéticas. No caso das ondas de choque provocadas pelos bombardeios, que em muitos casos...

Céu da Semana - 24/09 a 30/09/2018

Neste programa, o destaque é M97, uma nebulosa formada há oito mil anos, composta principalmente por hidrogênio, hélio, nitrogênio, oxigênio e enxofre. FONTE: UNIVESP TV

Astrônomos encontram buraco negro sugando amontoado de matéria do tamanho da Terra

Por: Ryan F. Mandelbaum Talvez você pense nos buracos negros como enormes aspiradores, sugando toda a matéria e luz que se aventura muito perto deles. Porém, por mais confuso que seja, cientistas normalmente veem coisas saindo da área em torno de um buraco negro, por meio de jatos de matéria e luz de poeira dissipada. É raro ver a matéria sendo devorada. Agora, uma equipe de físicos relata, em uma observação sortuda, ter visto a assinatura de um amontoado de matéria do tamanho da Terra voando em direção a um buraco negro a quase um terço da velocidade da luz “Para ver esses fios de matéria caindo em um buraco negro, você precisa estar olhando para uma linha certa de visão”, disse Ken Pounds, professor emérito de física na Universidade de Leicester, no Reino Unido, em entrevista ao Gizmodo. “É uma ocasião bastante rara.” Alguns cientistas visualizam buracos negros menores, como o buraco negro do filme Interestelar — um objeto compacto enorme giratório cercado por um disco de g...

Cadelinha com câncer se livrou da doença graças a crânio de titânio impresso em 3D

Por: George Dvorsky Uma dachshund (raça também conhecida no Brasil como salsichinha) de nove anos que sofria de um grande tumor cerebral ganhou um novo sopro de vida graças à tecnologia de impressão 3D. A cadelinha, chamada Patches, apresentou uma pequena protuberância na cabeça. Com o tempo, o problema se agravou bastante. Em apenas alguns meses, o tumor cerebral se espalhou pelo crânio dela e ficou do tamanho de uma laranja, como descreve a Canadian Press . Desesperada por ajuda, a família, que mora em Williamsport, na Pensilvânia, procurou os conselhos de Michelle Oblak, veterinária cirúrgica especialista em oncologia da Ontario Veterinary College, que tem utilizado impressões 3D para cuidar de cães. Em casos como esse, o tumor e uma parte do crânio seriam removidos e uma malha de titânio seria colocada no lugar, como explicou Oblak. Em vez disso, a veterinária e sua equipe utilizaram um novo procedimento em que uma espécie de capacete é impresso em 3D, com as medidas exat...