
ILUSTRAÇÃO DE UM EXOPLANETA FEITA PELA NASA (FOTO: DIVULGAÇÃO/NASA)
Localizado fora do Sistema Solar, o planeta Kepler 452b é apelidado de "primo da Terra" por conta de suas semelhanças físico-químicas
A possibilidade de investigar planetas que estão localizados para além de nosso Sistema Solar desperta a curiosidade dos cientistas: afinal, será que um dia encontraremos vestígios de vida para além da Terra? Em um estudo divulgado por cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, foram classificados alguns dos exoplanetas com características físico-químicas que poderiam abrigar condições de vida. De acordo com os astrônomos, os principais candidatos são aqueles planetas que recebem uma intensidade de luz semelhante à relação entre a Terra e o nosso Sol.
A chave para essa conclusão está relacionada à emissão de luz ultravioleta (UV): essa radiação eletromagnética tem relação direta com a ativação de determinadas reações químicas responsáveis pelo desenvolvimento da vida. Assim, os exoplanetas rochosos devem receber luz ultravioleta em uma proporção semelhante a da Terra para serem candidatos a abrigarem vida.
A boa notícia é que há uma enorme porção de exoplanetas com essas características. Além disso, eles estão dentro de "faixas habitáveis" calculadas a partir da disponibilidade de água na superfície do planeta.
Muitos desses exoplanetas foram detectados pelo telescópio espacial Kepler, lançado em 2009 com a missão de vasculhar o que existe para além do nosso Sistema Solar. Graças ao equipamento, os cientistas sabem que cada estrela do universo tem pelo menos um planeta em sua órbita.
Um dos principais candidatos a abrigarem vida é o Kepler 425b, apelidado de "primo da Terra" por conta de características semelhantes ao nosso planeta. Por enquanto, ainda não é possível inspecionar o exoplaneta com detalhes, por falta de tecnologia disponível. Com o lançamento do telescópio espacial James Webb, no entanto, os cientistas acreditam que terão mais recursos para entender as particularidades desse planeta.
De acordo com as últimas estimativas, há ao menos 700 trilhões de planetas rochosos dentro do universo observável daqui da Terra. Possibilidades para encontrar características semelhantes ao nosso planeta, convenhamos, não vão faltar.
FONTE: REVISTA GALILEU
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