Em 1859, uma violenta explosão solar praticamente bloqueou todas as comunicações telegráficas do planeta, eletrocutando técnicos e produzindo auroras boreais até nas latitudes baixas. Agora, um novo estudo mostra que se ocorresse uma super explosão solar, as consequências seriam ainda piores. O estudo, publicado no periódico científico Nature foi realizado a partir de observações feitas com o telescópio espacial Kepler, da Nasa, que observa cerca de 100 mil estrelas em uma porção de céu situada entre 600 e 3 mil anos-luz da Terra. Durante 120 dias o telescópio registrou 368 super flares e para nossa sorte, apenas 0,2% das estrelas similares ao Sol apresentam explosões desse tipo. Diferentes dos flares comuns produzidos pelo Sol, os super flares podem ser 10 mil vezes mais intensos, mas de acordo com Hiroyuki Maehara, da Universidade de Kyoto, no Japão, esses eventos são pouco frequentes em estrelas de baixa rotação, como nosso Sol. Além disso, os padrões registrados pelo telescó...