
IMAGENS DIVULGADAS PELA NASA COM AS FOTOGRAFIAS CAPTURADAS PELA NEW HORIZONS (FOTO: DIVULGAÇÃO/NASA)
A New Horizons fez o registro de um objeto localizado no Cinturão de Kuiper: sonda, lançada em 2006, explorará corpos celestes localizados a bilhões de quilômetros da Terra
A sonda New Horizons, lançada pela NASA em 2006, enviou a primeira imagem da "borda do Sistema Solar". O equipamento registrou o objeto espacial conhecido como Ultima Thule (que tem o nome científico2014 MU69), que está localizado a cerca de 6,5 bilhões de quilômetros da Terra.
A New Horizons ainda está bem distante do objeto (restam 172 milhões de quilômetros para a sonda percorrer), mas a imagem foi obtida graças a um equipamento instalado a bordo da sonda que é capaz de fazer reconhecimento a longas distâncias. De acordo com os pesquisadores, a sonda percorre mais de 1,2 milhão de quilômetros todos os dias.
O objetivo da NASA é vasculhar o Ultima Thule em profundidade, buscando possíveis satélites que orbitem o corpo celeste. A missão da New Horizons começou há alguns anos, quando a sonda iniciou sua exploração no Cinturão de Kuiper. Localizada em uma região que se estende da órbita do planeta Netuno até os confins do Sistema Solar, a área conta com objetos espaciais semelhantes a cometas, mas com características próprias que os fizeram ser batizados de "planetas anões".
Após registrar fotos de Plutão em 2015, a New Horizons passou meses hibernando e "despertou" para continuar seu trabalho de detecção de objetos espaciais distantes. Segundo equipe de pesquisadores da NASA e líderes do projeto New Horizons, a missão de vasculhar o Ultima Thule resultará no registro do "mundo mais primitivo observado por uma espaçonave – no mais distante encontro planetário da história”.
Os astrônomos ficaram empolgados ao concluir que seus cálculos estavam corretos e a posição do Ultima Thule é próximo das projeções iniciais. O sobrevoo a Ultima Thule será a primeira exploração próxima a um objeto do Cinturão de Kuiper e suas imagens serão as mais distantes já registradas, superando o trabalho da Voyager 1 (que atualmente está fora do Sistema Solar).
FONTE: REVISTA GALILEU
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