
A sonda lunar LCROSS da NASA realizou uma missão pioneira quando, em 09 de outubro de 2009, observou a colisão do último estágio de seu foguete lançador Centaur contra a superfície da Lua. O veículo caiu na Cratera Cabeus, no pólo sul lunar, e antes de também atingir a superfície a sonda observou a presença de água no material ejetado no impacto.
Antes do ponto culminante de sua missão, entretanto, como forma de calibrar seus instrumentos, a LCROSS foi voltada para a Terra, obtendo imagens e dados que foram depois arquivados. Recentemente uma equipe chefiada por Tyler Robinson, do Centro de Pesquisas Ames em Mountain View, Califórnia, pesquisou essas informações e descobriu que podem auxiliar a procurar indícios de vida, ou ao menos de um ambiente habitável, em planetas alienígenas.
A ideia era simular como a Terra apareceria a um astrõnomo alienígena, se este apontasse seus instrumentos para nosso planeta. Os cientistas conseguiram observar o ozônio da atmosfera nos dados da LCROSS, além do brilho causado pela reflexão da luz solar nos oceanos. Foi determinado que, observada a distância, a Terra na fase crescente aparece com brilho dobrado graças ao reflexo dos oceanos. Eles salientam que é interessante observar esse efeito em exoplanetas. O ozônio, por sua vez, é especialmente visível em luz ultravioleta, sendo um importante indicativo da presença de vida. As descobertas igualmente ajudarão a desenhar futuros telescópios caçadores de planetas.
FONTE: REVISTA UFO
Comentários
Postar um comentário