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Função de onda: A matemática que virou realidade

Procurando por uma realidade subjacente à função de onda - representada pela letra grega psi (Ψ).[Imagem: Martin Ringbauer/Benjamin Duffus] Realidade objetiva Em 2011, um trio de físicos publicou uma demonstração teórica que chocou não apenas seus colegas, mas também os filósofos da ciência. Eles mostraram que a função de onda é uma entidade real, e não apenas uma ferramenta matemática. A função de onda é uma descrição matemática de uma onda que descreve as partículas atômicas e subatômicas - lembre-se que as partículas nessa escala podem ser interpretadas como partículas ou como ondas. Agora, uma equipe australiana fez um experimento que parece comprovar a realidade objetiva da função de onda, dando sustentação prática ao argumento teórico. "Nossos resultados sugerem que, se existe uma realidade objetiva, a função de onda faz parte dessa realidade," disse Martin Ringbauer, idealizador do experimento. Isto tem inúmeras implicações não apenas para a física quânt...

Telescópio Hubble fotografa 'galáxia sorridente'

Aglomerado de galáxias fotografado pelo Hubble (NASA/JPL-Caltech/VEJA) Os 'olhos' são duas galáxias muito brilhantes, e as linhas do 'sorriso' e do contorno do 'rosto', consequência de um efeito chamado lente gravitacional O telescópio espacial Hubble, da Nasa, fotografou o que parece ser o aglomerado de galáxias mais feliz do Universo. Denominado SDSS J1038+4849, ele parece ter dois olhos, nariz e um sorriso. A foto foi divulgada na terça-feira pela agência espacial americana. Os "olhos" são duas galáxias muito brilhantes e as linhas do "sorriso" e do contorno do "rosto" são consequência do efeito de lente gravitacional, provocado pela grande força de gravidade que essas galáxias exercem. Nele, a luz é distorcida, como se passasse por uma lente, conforme explica a Teoria da Relatividade de Einstein. FONTE: REVISTA VEJA

Cientistas criam lentes de contato com 'efeito de binóculo'

As lentes são um pouco mais grossas do que as comuns e possuem um pequeno 'telescópio' (Divulgação/VEJA.com) Voltada para pessoas que sofrem de degeneração macular relacionada à idade, as lentes podem aumentar uma imagem em quase três vezes Cientistas americanos e suíços criaram uma lente de contato capaz de ampliar objetos num piscar de olhos — literalmente. O objetivo do acessório, além de corrigir problemas de visão como fazem as lentes comuns, é ajudar pessoas com problemas oftalmológicos mais sérios. Testada por cinco pessoas, as lentes são um pouco mais grossas do que as comuns e possuem um pequeno “telescópio” que funciona como se o usuário olhasse através de um binóculo. Para ativá-la, é preciso utilizar óculos especiais e piscar o olho direito. Para voltar ao normal, basta piscar o esquerdo. A tecnologia é especialmente útil para pessoas com degeneração macular relacionada à idade (DMRI), uma condição que causa um ponto cego no centro do campo de visão. A lent...

O parto das estrelas

Imagem revela filamentos de gás prestes a acender como estrelas na região conhecida como Barnard 5, no berçário estelar de Perseu, a 800 anos-luz daqui. (Crédito: B. Saxton (NRAO/AUI/NSF)) POR SALVADOR NOGUEIRA 13/02/15 05:59 Um grupo internacional de astrônomos flagrou um grupo de estrelas em pleno trabalho de parto, e a descoberta ajuda a compreender como nascem os sistemas estelares múltiplos e como algumas estrelas acabam se tornando solitárias, a exemplo do Sol. Os pesquisadores conseguiram identificar uma estrela recém-formada no berçário de Perseu, a cerca de 800 anos-luz da Terra. Perto dele, três nuvens de gás em forma de filamentos estão prestes a se tornar estrelas também, indicando a jovialidade do sistema. Para que se tenha uma ideia, o astro que já está formado deve ter menos de 10 mil anos, e os outros filamentos devem se condensar em estrelas irmãs em mais 40 mil anos. É uma escala de tempo incomum em estudos astronômicos e evidencia o tamanho do “flagra” cap...

O buraco negro original para o filme Interestelar era muito confuso, então foi alterado

Interestelar é um filme maravilhoso, em parte porque usou equações científicas genuínas para mostrar o que acontece na vizinhança de um buraco negro. Mas ele precisou ser alterado um pouco, a fim de se tornar mais apresentável na tela dos cinemas. A equipe de efeitos visuais do filme e seu consultor científico publicaram um novo estudo para explicar que o buraco negro original de Interestelar – imagem acima, feita a partir das equações da equipe – foi considerado um pouco confuso para os cinéfilos. Então a ciência acabou sendo ligeiramente atenuada. O cientista Kip Thorne, da Caltech, trabalhou com o estúdio de efeitos visuais Double Negative para criar o buraco negro do filme. Juntos, eles usaram equações da relatividade geral de Albert Einstein para criar uma simulação – com alguns ajustes. A equipe modelou o buraco negro usando feixes de raios de luz, ao invés de raios individuais. Eles explicam à New Scientist que isso suaviza o aspecto geral do buraco negro e evita um brilh...

Humanos que forem a Marte nunca mais voltarão à Terra, diz criador da Mars One

De todas as palestras da Campus Party Brasil 2015, a última, realizada na tarde do último sábado (7), certamente foi a que apresentou o projeto mais ambicioso da oitava edição do evento paulista. No palco esteve o holandês Bas Lansdorp, criador da Mars One, uma iniciativa que tem como objetivo levar pessoas a Marte e instalar a primeira colônia de seres humanos em outro planeta do sistema solar. Por mais que o conceito pareça coisa vista apenas em filmes de ficção científica, o projeto é sério e já possui todo um cronograma pela frente. Empresário e mestre em engenharia mecânica pela Universidade de Twente, na Holanda, Lansdorp explicou aos campuseiros que a primeira fase acontecerá em 2018, quando será feita uma missão exploratória em Marte. Em 2020 começa a segunda fase, quando um veículo espacial não-tripulado será enviado ao planeta para estudar suas condições, o ambiente e outros elementos do local, como a composição do solo, clima, presença de água, entre outras coisas. Dois ...

Microsoft desenvolve inteligência que já supera aprendizado humano

A Microsoft Research desenvolveu uma nova tecnologia que até então muitos só tinham visto na ficção científica, em livros de Isaac Asimov e Philip K. Dick, ou em filmes como Exterminador do Futuro. A companhia chegou à chamada "Aprendizagem Profunda", em que testes mostraram a inteligência artificial superar a mente humana. De acordo com o Venture Beat, o novo estudo acadêmico, realizado nos escritórios do braço asiático da empresa, revela que a versão mais recente do sistema pode superar os humanos. "Nosso resultado superou pela primeira vez o desempenho do nível humano para este desafio de reconhecimento visual", relataram Kaiming He, Xiangyu Zhang, Shaoqing Ren e Jian Sunos, pesquisadores do projeto. O desafio para comparar humanos e máquinas envolveu a identificação de objetos em imagens e, em seguida, a seleção correta das categorias mais próximas. Entre as mil opções estavam alternativas como "machadinha", "gêiser" e "micro-ondas...