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Crime passional entre as estrelas

POR SALVADOR NOGUEIRA Caso de polícia estelar: astrônomos descobrem que anã marrom matou seu astro companheiro. A VIDA DAS ESTRELAS O fato de estrelas serem objetos relativamente simples contrasta com a vida social intensa que levam. Nascem em grupos, costumam viver em casais (quando não em regimes de poliamor) e nem sempre convivem de forma harmoniosa. Aliás, um caso de relacionamento abusivo entre duas estrelas acaba de ser revelado por astrônomos brasileiros. ESTELICÍDIO HS 2231+2441 fica na constelação do Pégaso. Lá, uma tragédia digna de programa do Datena aconteceu. Em resposta a anos de abuso, uma anã marrom matou seu astro companheiro. CASAL MODESTO A e b nasceram juntos, há bilhões de anos. Ele, um astro da sequência principal, ou seja, capaz de realizar fusão nuclear. Ela, uma anã marrom, que em sua formação jamais atingiu massa suficiente para fundir núcleos atômicos. Viveram juntos por eras, mas, quando os astrônomos puseram seus olhos no casal, descobriram que...

Kepler descobre variabilidade nas "Sete Irmãs"

Esta imagem obtida pelo Telescópio Espacial Kepler mostra os membros do enxame das Plêiades. O enxame abrange 42 CCDs das 95 que constituem a câmara do Kepler. As estrelas mais brilhantes - Alcyone, Atlas, Electra, Maia, Merope, Taygeta e Pleione - são visíveis a olho nu. O Kepler não foi desenhado para observar estrelas assim tão brilhantes; fazem com que a câmara fique saturada, produzindo picos e outros artefactos. Apesar desta séria degradação, a nova técnica permitiu que os astrónomos medissem cuidadosamente as mudanças no brilho destas estrelas enquanto o Kepler as observava durante quase três meses. Crédito: NASA/Universidade de Aarhus/T. White As Sete Irmãs, assim conhecidas pelos antigos gregos, são agora conhecidas pelos astrónomos modernos como M45, ou como o enxame estelar das Plêiades - um conjunto de estrelas visíveis a olho nu e estudadas há já milhares de anos por culturas espalhadas por todo o mundo. O Dr. Tim White do Centro de Astrofísica Estelar da Universidade ...

VLA revela campo magnético de galáxia distante

Esquerda: imagem, pelo Telescópio Espacial Hubble, do sistema de lente gravitacional CLASS B1152+199. O quasar de fundo sofre o efeito de lente graças a uma galáxia em frente, que produz duas imagens A e B. Direita: rotação de Faraday das imagens da lente. A imagem A deriva de uma linha de visão através dos arredores menos densos da galáxia que atua como lente com um campo magnético mais fraco, enquanto a imagem B deriva de uma linha de visão mais próxima do centro da galáxia, com mais densidade gasosa e um campo magnético mais forte. Crédito: Sui Ann Mao; Arquivo do Hubble (Rusin et al.) Com a ajuda de uma gigantesca lente cósmica, astrônomos mediram o campo magnético de uma galáxia a quase cinco bilhões de anos-luz de distância. Este marco astronômico está a fornecer pistas importantes sobre um problema nas fronteiras da cosmologia - a natureza e origem dos campos magnéticos que desempenham um papel importante na forma como as galáxias se desenvolvem ao longo do tempo. Os cienti...

Esse conceito de rover mecânico pode passar até um ano na superfície de Vênus

Todo mundo se esquece de Vênus porque ele não é Marte. Ou Saturno. Ou até Júpiter. Ainda assim, o segundo planeta mais próximo do Sol merece um pouco mais de crédito do que recebe. Para mudar isso, uma equipe de pesquisadores do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) apresentou o design de um rover que eles esperam usar para explorar Vênus – e o conceito dele é incrivelmente esquisito. O projeto Rover Autônomo para Ambientes Extremos (AREE) foi proposto inicialmente em 2015. O AREE é uma sonda que se aproveita das extremas condições de Vênus, usando, por exemplo, o vento para energizar seu computador mecânico. Como a atmosfera de Vênus é aproximadamente 90 vezes mais densa que a da Terra e pode atingir temperaturas que atingem os 462º C, os desenvolvedores precisam criar algo forte o bastante para aguentar as infernais condições do planeta. Também vale ressaltar que o design do AREE lembra muito um possível gêmeo malvado do Wall-E. Imagem: NASA/JPL-Caltech Enquanto Vênus já f...

Motor espacial de ferrofluido dispensa bocal de saída

Os próprios "espetos" do ferrofluido funcionam como disparadores de íons, impulsionando os microssatélites. [Imagem: Gregory F. Maxwell/Wikimedia] Propulsor iônico de ferrofluido Os materiais ferrofluidos - líquidos iônicos que apresentam forte capacidade de magnetização - têm sido usados em uma série de aplicações e em um número maior ainda de vídeos de diversão, devido às suas características formações em forma de agulha quando postos sob ação de um campo magnético. Mas sua composição à base de ferro, de alta densidade, tornava difícil prever que esse material poderia encontrar uma utilização no espaço, onde cada quilograma lançado pode ter um frete astronômico. Mas Brandon Jackson, da Universidade Tecnológica de Michigan, nos EUA, pretende enviar apenas pequenas quantidades de ferrofluidos ao espaço, e por um motivo de grande interesse: prover uma nova forma de propulsão para satélites e sondas espaciais - sobretudo para os microssatélites, ou cubesats. Embora m...

Biocélula usa suor da pele para gerar energia

Esta pequena seção de biocélula consegue gerar energia suficiente para alimentar pequenos dispositivos portáteis. [Imagem: UCSD] Energia do suor Este pequeno adesivo, projetado para ser colado sobre a pele, é uma célula a combustível capaz de gerar energia usando como combustível o suor humano. A biocélula gera 10 vezes mais energia por área superficial do que qualquer dispositivo desse tipo já demonstrado. Isso já é energia suficiente para alimentar uma série de equipamentos eletrônicos de vestir, como monitores de saúde, rádios bluetooth ou pequenas lanternas de LED, para sinalização de ciclistas e corredores à noite, por exemplo. As células de biocombustível são equipadas com uma enzima que oxida o ácido lático presente no suor humano para gerar eletricidade. O anodo e catodo são feitos de nanotubos de carbono dispostos em uma matriz 3D. Para que a estrutura se torne compatível com a elasticidade da pele humana, esses eletrodos são dispostos em uma matriz de polímero se...

Encefalofone permite criar música pelo pensamento

Esquema geral de funcionamento do encefalofone. [Imagem: Thomas A. Deuel et al. - 10.3389/fnhum.2017.00213] Encefalofone Neurologistas criaram um instrumento musical para ser tocado exclusivamente pelo pensamento, sem utilização das mãos. Eles esperam que este novo neuroinstrumento ajude a reabilitar pacientes com deficiência motora, como acidentes vasculares cerebrais, lesão medular, amputação ou esclerose lateral amiotrófica. O Encefalofone coleta os sinais cerebrais através de um capacete com eletrodos e transforma sinais específicos em notas musicais. O aparelho é acoplado a um sintetizador, permitindo ao usuário criar música usando uma grande variedade de sons instrumentais. "O Encefalofone é um instrumento musical que você controla com seus pensamentos, sem movimento," reforça seu inventor, Thomas Deuel, neurologista do Centro Médico Sueco, que trabalhou em conjunto com colegas da Universidade de Washington, nos EUA. Música pelo pensamento O Encefalofone ...