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Cientistas russos vão imprimir órgãos humanos

Cientistas russos planejam “imprimir” rins humanos aptos para transplante já em 2018. A primeira bioimpressora russa, um dispositivo que se destina a criar fragmentos tridimensionais de tecidos e órgãos, foi apresentada no 3º Fórum Internacional “Inovações Abertas” que decorreu entre 14 e 16 de outubro. A tecnologia de bioimpressão é a seguinte: primeiro é criado um modelo computacional do futuro órgão com todas suas particularidades anatômicas e de seus tecidos. Em seguida, das células-tronco do paciente são obtidos os chamados esferoides, que são conglomerados de células. Esse é o material de construção para o tecido ou órgão que vai ser produzido. A bioimpressora criada na Rússia tem um passo de impressão de 1 micrômetro. Nenhum dos análogos estrangeiros tem uma impressão tão densa. Isso é apenas parte do know-how original russo, explica o diretor executivo do laboratório 3D Bioprinting Solutions, Yusef Khesuani: “A principal vantagem da nossa bioimpressora é a possibilidade d...

Tecido robótico atrai atenção da NASA

Exoesqueletos e equipamentos mecânicos para uso no espaço estão entre as potencialidades dos tecidos robóticos. [Imagem: Thomas Chenal et al. (2014)] Robótica elástica Os robôs moles, de corpo flexível, têm-se mostrado uma opção interessante devido à simplicidade dos seus mecanismos de locomoção. Michelle Yuen e seus colegas da Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, estão tentando ampliar ainda mais o potencial dessa nova classe de dispositivos. A ideia é aprimorar um conceito de "tecnologia elástica", que permita construir exoesqueletos de vestir, que possam dar maior firmeza e força às pessoas, robôs com peles sensoriais e roupas para pilotos e astronautas que neutralizem as "forças G" a que eles são submetidos. Os protótipos iniciais desse tecido robótico consistem de uma malha de algodão contendo sensores plásticos e fios de músculos artificiais feitos com metais com memória de forma, materiais que, depois de flexionados, retornam à posição origi...

Mistério de lua que 'balança' intriga cientistas

Antes conhecida por parecer com a "Estrela da Morte" de "Guerra nas Estrelas", Mimas agora chama a atenção por poder conter um oceano subterrâneo (Foto: NASA/JPL) Pesquisadores acreditam que Mimas, satélite de Saturno que parece com a 'estrela da morte' de 'Guerra nas Estrelas', tem água em seu interior. O interior de Mimas, uma das 62 luas conhecidas de Saturno, pode conter água, de acordo com um novo estudo. Famosa por causa do formato parecido com a "Estrela da Morte" do filme Guerra nas Estrelas, o satélite apresenta uma espécie de tremor, um movimento oscilante que, segundo astrônomos, é duas vezes maior que o esperado para uma lua com estrutura regular e sólida. Para os especialistas há duas explicações para o fenômeno de oscilação de Mimas: ou a lua tem um imenso oceano subterrâneo ou tem um núcleo rochoso em formato de bola de rúgbi. O estudo sobre Mimas foi publicado por um grupo de astrônomos dos Estados Unidos, França e B...

Estudo encontra evidências sobre a formação das primeiras galáxias

Imagem de multicomprimento de onda, com cores falsas, mostra a galáxia-anã Sextans A. Os pontos em vermelho representam a emissão de poeira em infravermelho, o azul, a emissão de gás de hidrogênio atômico, e o verde, a emissão de ultravioleta longíquo de estrelas recém-formadas (Foto: Yong Shi/Nature) Cientistas observaram galáxias próximas, mas pobres em metais. Material foi publicado nesta semana na revista 'Nature'. Cientistas chineses e americanos publicaram nesta semana na revista "Nature" um novo estudo que lança luz sobre como se formaram as primeiras galáxias do Universo, um dos mistérios que ainda não foram desvendados pela astrofísica moderna. O grupo, liderado por Yong Shi, da Universidade de Nanquim, na China, se valeu de observações de galáxias próximas, pobres em elementos metálicos, para chegar à conclusão sobre os mecanismos que originaram as estruturas estelares primitivas. Os metais - elementos mais pesados que o hélio - facilitam o esfriament...

Cometa Siding Spring passa este fim de semana próximo a Marte

O que não daríamos para ser um astronauta à superfície de Marte esta semana. Os céus do Planeta Vermelho serão agraciados com uma vista inesquecível e espectacular: a passagem extremamente próxima do Cometa C/2013 A1 Siding Spring. Descoberto em 2013, o Siding Spring foi avistado pelo veterano caçador de cometas Robert McNaught a partir do Observatório Siding Spring na Austrália. Todos os anos são descobertos dúzias de cometas, mas este ganhou logo a atenção dos astrônomos quando se verificou que possivelmente podia colidir com Marte em Outubro de 2014. Mas apesar de observações posteriores terem refinado a órbita do cometa e terem descartado tal impacto, os dados relativos a esta passagem do cometa por Marte ainda são impressionantes: o Siding Spring vai passar a 139.500 km do centro de Marte este Domingo, dia 19 de Outubro às 19:27 (hora de Portugal Continental). Ainda embora tenhamos que colocar pegadas humanas em Marte, uma autêntica frota de sondas espalhas pelo Sistema So...

ESA confirma local de aterrissagem do Philae

Ampliação da região que contém o Local J, o local de aterragem do Philae, localizado na "cabeça" do Cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko. O mosaico é constituído por duas imagens obtidas pela câmara OSIRIS da Rosetta no dia 14 de Setembro de 2014 a partir de uma distância de aproximadamente 30 km. O círculo está centrado no local de aterragem e mede mais ou menos 500 metros em diâmetro. Crédito: ESA/Rosetta/MPS para Equipa OSIRIS MPS/UPD/LAM/IAA/SSO/INTA/UPM/DASP/IDA A ESA deu luz verde à aterragem do módulo Philae da sonda Rosetta, no local escolhido no Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko e no dia 12 de Novembro, a primeira tentativa de aterrar num cometa. O local de pouso do Philae, atualmente conhecido como Local J e localizado no mais pequeno dos dois 'lóbulos' do cometa, foi confirmado no passado dia 14 de Outubro após uma revisão abrangente de prontidão. Desde a chegada, a missão tem realizado um levantamento e uma análise científica inédita do cometa, um reman...

Segredos de construção de uma metrópole galáctica

Esta impressão artística mostra a formação de um enxame de galáxias no Universo primordial. As galáxias formam vigorosamente novas estrelas e interagem umas com as outras. Esta imagem parece-se com a Galáxia da Teia de Aranha (conhecida pelo nome formal de MRC 1138-262) e seus arredores, cujo protoenxame é um dos melhor estudados. Crédito: ESO/M. Kornmesser Os astrônomos utilizaram o telescópio APEX para investigar um enorme enxame de galáxias, que se está a formar no Universo primordial, e revelaram que muita da formação estelar que está a ocorrer não apenas se encontra escondida pela poeira, mas também acontece em locais inesperados. Esta é a primeira vez que se consegue realizar um censo completo da formação estelar em tais objetos. Os enxames de galáxias são os maiores objetos do Universo unidos pela força da gravidade, no entanto a sua formação ainda não é completamente compreendida. A Galáxia da Teia de Aranha (conhecida pelo nome formal de MRC 1138-262), e seus arredores, ...