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Concepção artística de um exoplaneta parecido com a Terra orbitando uma nebulosa planetária (David A. Aguilar (CfA)/VEJA)
Kepler-438b e Kepler-442b apresentam grandes chances de serem rochosos e estão a uma distância de suas estrelas que possibilita a presença de água líquida em sua superfície
Oito novos planetas foram encontrados na zona habitável de suas estrelas, ou seja, a uma distância em que a água líquida pode existir em sua superfície. Dentre eles, os cientistas destacam dois que são mais parecidos com a Terra do que qualquer outro exoplaneta (planeta localizado fora do Sistema Solar) conhecido até hoje. A descoberta foi anunciada nesta terça-feira, durante o evento da Sociedade Americana de Astronomia.
Os dois principais candidatos a Terra 2.0 são o Kepler-438b e o Kepler-442b. Ambos orbitam estrelas anãs vermelhas, menores e mais frias do que o Sol. Enquanto a órbita do primeiro é de 35 dias, o segundo completa uma órbita em sua estrela a cada 112 dias.
Com diâmetro apenas 12% maior do que o do planeta azul, o Kepler-4386 tem 70% de chance de ser rochoso, afirmam os pesquisadores, enquanto o outro, cerca de 30% maior do que a Terra, tem 60%.
Água e luz — Para ser considerado habitável, o planeta precisa receber uma quantidade de luz solar semelhante à da Terra, de modo que seja possível existir água líquida em sua superfície, sem que ela evapore ou congele. O Kepler-438b recebe 40% mais luz do que a Terra (em comparação, Vênus recebe o dobro) e o Kepler-442b, dois terços da luz do nosso planeta.
“Nós não temos certeza se algum dos planetas na nossa amostragem é realmente habitável. Tudo o que podemos dizer é que eles são candidatos promissores”, afirma David Kipping, pesquisador do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian e um dos autores do estudo. Antes dessa descoberta, os dois planetas mais parecidos com a Terra já conhecidos eram o Kepler 186f, com 1,1 vez o tamanho do planeta azul e 32% da luz solar, e o Kepler-62f, com 1,4 vez o tamanho da Terra e 41% da luz solar.
FONTE: REVISTA VEJA
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