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Após percorrer 2 bilhões de km, sonda se aproximará do asteroide Bennu

ILUSTRAÇÃO MOSTRA SONDA OSIRIS-REX SE APROXIMANDO DO ASTEROIDE BENNU (FOTO: DIVULGAÇÃO/ GODDARD SPACEFLIGHT CENTER) Considerado um dos asteroides mais antigos já descobertos pela NASA, objeto espacial tem uma pequena chance de colidir com a Terra em 2175 Lançada em 2016 pela NASA, a sonda OSIRIS-REx finalmente se aproximará do asteroide Bennu após uma jornada de mais de 2 bilhões de quilômetros.O objeto espacial é considerado um dos mais antigos já encontrados pela humanidade e abrigaria materiais que datam do início do Sistema Solar, com idade estimada em 4,5 bilhões de anos. Para além da curiosidade científica, Bennu também desperta preocupação para a humanidade: de acordo com avaliações de astrônomos, o asteroide tem remotas chances de atingir a Terra em 2175 — entre todos os corpos espaciais, Bennu é considerado com um dos maiores potenciais de impactar o planeta. O movimento de aproximação entre a OSIRIS-REx e Bennu acontecerá nesta segunda-feira (03 de dezembro), a partir ...

Sonda Curiosity flagra objeto brilhante na superfície de Marte

DETALHE DE OBJETO BRILHANTE LOCALIZADO PELA CURIOSITY (FOTO: DIVULGAÇÃO/ NASA) De acordo com pesquisadores da NASA, é provável que a sonda tenha identificado um meteorito que caiu no Planeta Vermelho Um ponto brilhante em meio à vastidão da superfície avermelhada de Marte chamou a atenção dos pesquisadores da NASA: a foto foi captada pela sonda Curiosity, que aterrissou no Planeta Vermelho em 2012 e desde então fornece diferentes informações aos astrônomos. O objeto de aspecto curioso semelhante a uma pepita foi identificado na última segunda-feira (26 de novembro) e desde então é investigado pelos especialistas. De acordo com Susanne Schwenzer, cientista que faz parte da equipe da Curiosity, o mais provável é que o objeto na superfície marciana seja um meteorito por conta de seu aspecto brilhante. Apesar disso, só será possível chegar a uma conclusão detalhada após uma análise química: além de ser equipada com diferentes câmeras, a Curiosity também possui tecnologias para colet...

NASA privatizará próximas missões para a Lua

Pela primeira vez a agência espacial norte-americana contratará empresas privadas para realizar o transporte de carga para o espaço - SUPERFÍCIE DA LUA (FOTO: DIVULGAÇÃO/NASA) Pela primeira vez na história da NASA, a agência espacial norte-americana terceirizará uma missão para o espaço profundo. Se anteriormente empresas como a SpaceX e a Boeing já entregaram cargas até a Estação Espacial Internacional, e assinaram contratos para levar tripulação, agora é para a Lua que empresas privadas levarão os experimentos científicos. Em um anúncio na quinta-feira, 29 de novembro, a agência espacial nomeou as organizações que agora são elegíveis para transportar cargas de ciência e tecnologia para a superfície lunar. Elas incluem companhias de longa data na indústria aeroespacial, como a Lockheed Martin, mas são na maioria nomes mais novos, como a Astrobotic, de Pittsburgh, e a Masten Space Systems, em Mojave, Califórnia. O Serviço Comercial de Carga Lunar (CLPS) é uma prioridade do admi...

23 cientistas negros que você precisa conhecer

Sonia Guimarães Você sabia que os melhores tratamentos para hanseníase, catarata e câncer foram criados e aprimorados por pesquisadoras negras? A ciência não está imune à desigualdade social e ao preconceito: apesar do papel de destaque que pesquisadores negros desempenharam nos últimos séculos, essa parcela da população ainda se vê sub-representada nos espaços acadêmicos. Uma das principais instituições de ensino superior do país, a Universidade de São Paulo (USP) tem apenas 129 professores que se declaram negros — cerca de 2,2% do total de docentes. Entre os estudantes, a porcentagem também é baixa: em 2017, apenas 4% dos calouros eram negros. Além das ações afirmativas, para reverter esse quadro também é necessário valorizar a cultura e o papel dos negros na produção de conhecimento: por isso, conheça 23 pesquisadores que enfrentaram o racismo e entraram para a história da ciência. 1 - Alfred Oscar Coffin (1861 - 1933) Coffin foi professor de matemática e língua românic...

Planetas geologicamente ‘vivos’ devem ser comuns na Via Láctea, diz estudo

Concepção artística mostra processos geofísicos que mantêm o ciclo do carbono na Terra, essencial à biosfera. (Crédito: Melissa de Andrade Nunes/IAG/USP) Salvador Nogueira É consensual entre os cientistas que a Terra é um planeta com vida em parte por ser um planeta “vivo”, ou seja, geologicamente ativo. São esses processos que ajudam a produzir o campo magnético terrestre e alimentam o chamado ciclo do carbono, ambos essenciais à biosfera. E agora um trabalho feito por um grupo internacional de pesquisadores com liderança brasileira demonstrou que ao menos essa característica geofísica não é peculiar ao nosso planeta; pelo contrário, deve ser comum em planetas rochosos espalhados por todo o disco da Via Láctea. Os pesquisadores analisaram 53 estrelas gêmeas solares, ou seja, astros que mostram aproximadamente a mesma massa, o mesmo diâmetro e propriedades gerais muito similares às do Sol. Por meio de espectrógrafos, é possível analisar a “assinatura de luz” dessas estrelas todas...

História da origem humana muda de novo, desta vez graças a uma nova descoberta na Argélia

Por George Dvorsky A descoberta de ferramentas de pedra e ossos de animais abatidos de 2,4 milhões de anos em um sítio arqueológico na Argélia sugere que nossos parentes distantes homininis se espalharam para as regiões do norte da África muito antes do que os arqueólogos supunham. A descoberta acrescenta credibilidade à nova sugestão emergente de que os antigos homininis viveram — e evoluíram — fora de um suposto Jardim do Éden na África Oriental. Essa descoberta extraordinária começou em 2006, quando Mohamed Sahnouni, principal autor do novo estudo e arqueólogo do Centro Nacional de Pesquisas sobre a Evolução Humana, da Espanha, encontrou alguns artefatos intrigantes em um sítio arqueológico chamado Ain Boucherit, no nordeste da Argélia, perto da cidade de El-Eulma. Esses itens estavam incorporados em uma camada sedimentar exposta por uma ravina profunda. Dois anos depois, Sahnouni encontrou outra camada no local, ainda mais antiga. De 2009 a 2016, sua equipe trabalhou meticu...

Artes pré-históricas revelam conhecimento astronômico de povos antigos

CENA LASCAUX SHAFT, NA FRANÇA, CONHECIDA COMO A ARTE MAIS ANTIGA DO PLANETA (FOTO: ALISTAIR COOMBS) Estima-se que há 40 mil anos humanos já calculavam o tempo com base na posição das estrelas e representavam artisticamente eventos astronômicos Antigas pinturas rupestres encontradas na Europa mostram que civilizações ancestrais tinham conhecimentos avançados de astronomia. Especialistas acreditavam que algumas obras de arte representavam animais selvagens, mas uma nova pesquisa, publicada no periódico Athens Journal of History , indica que os desenhos representam constelações usadas para marcar datas e eventos astronômicos, como chuvas de meteoros e passagens de cometas. O estudo sugere que povos antigos já entendiam a precessão dos equinócios (ou axial), que é a mudança causada pelo gradual eixo rotacional da Terra. Estima-se que há 40 mil anos os humanos calculavam o tempo com base na posição das estrelas. A avaliação ainda aponta que as percepções astronômicas pode ter ajudado...