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Trabalho de detetive cósmico: a importância das rochas espaciais

Os mundos pequenos do nosso Sistema Solar ajudam-nos a traçar a sua história e evolução, incluindo os cometas. Esta pequena animação foi compilada com imagens obtidas pela missão EPOXI da NASA durante a sua passagem pelo cometa Hartley 2 no no dia 4 de novembro de 2010.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UMD

Toda a história da existência humana é um pequeno ponto na cronologia com 4,5 bilhões de anos do nosso Sistema Solar. Ainda ninguém existia para poder ver a formação dos planetas e para ver as mudanças dramáticas por que passaram antes de se estabelecerem na sua configuração atual. A fim de entendermos o que se passou antes do ser humano - antes da vida na Terra e antes da própria Terra - os cientistas precisam procurar pistas desse misterioso e distante passado.

Estas pistas vêm na forma de asteroides, cometas e outros pequenos objetos. Como detetives que examinam evidências forenses, os cientistas examinam cuidadosamente estes pequenos corpos em busca de informações sobre as nossas orig…

Vasp 169: o dia em que piloto e passageiros viram um óvni em voo

Comandante Gerson Maciel de Britto avisou aos 150 passageiros sobre a presença do ovni (Geraldo Guimarães/Estadão)

Por Vinícius Casagrande

Há cerca de pouco mais de um mês, foi divulgada a história de seis pilotos que teriam avistado diversos objetos voadores não identificados no céu do norte do Chile. O caso teria ocorrido no dia 7 maio, mas divulgado somente em outubro. Casos assim não são inéditos na história da aviação. No Brasil, o mais famoso aconteceu durante o voo 169 da Vasp, entre Fortaleza (CE) e Rio de Janeiro, em 22 de fevereiro de 1982.

O comandante do Boeing 727, Gerson Maciel de Britto, contou ter avistado um objeto voador luminoso e relatado isso a todos os 150 passageiros – que, em boa parte, foram para as janelas tentar ver o objeto.

Segundo o comandante, o objeto foi visto pela primeira vez por volta das 3h da madrugada, quando o avião sobrevoava o estado da Bahia, e acompanhou a aeronave até pouco antes do pouso no Rio de Janeiro.

Britto chegou a comunicar o fat…

A dança das galáxias pequenas que rodeiam a Via Láctea

Os movimentos de 39 galáxias anãs. No fundo vemos a imagem construída a partir de fontes pontuais pelo Gaia. Só podemos ver as galáxias anãs mais brilhantes, e até elas são pouco visíveis. As galáxias estão legendadas com os seus nomes e as setas mostram a direção do seu movimento em relação ao centro da Via Láctea. A cor indica a direção radial: aquelas a azul são a aproximar-se do centro, aquelas a vermelho estão a afastar-se.
Crédito: DPAC (Data Processing and Analysis Constium) do Gaia; A. Moitinho/AF Silva/M. Barros/C. Barata, Universidade de Lisboa, Portugal; H. Savietto, Investigação Fork, Portugal

Uma equipe internacional, liderada por investigadores do Instituto de Astrofísica das Canárias, usou dados do satélite Gaia da ESA para medir o movimento de 39 galáxias anãs. Estes dados fornecem informações sobre a dinâmica destas galáxias, as suas histórias e as suas interações com a Via Láctea.

Em redor da Via Láctea existem muitas galáxias pequenas (anãs), que podem ser dezenas …

Gaia avista galáxia "fantasma" ao lado da Via Láctea

Da esquerda para a direita: a Grande Nuvem de Magalhães, a Via Láctea e Antlia 2.
Crédito: V. Belokurov com base em imagens por Marcus e Gail Davies e Robert Gendler

O satélite Gaia avistou uma enorme galáxia "fantasma" situada nos arredores da Via Láctea. Uma equipe internacional de astrônomos descobriu o objeto massivo quando vasculhava dados da missão da ESA. O objeto, de nome Antlia 2 (ou Ant 2), tem evitado a detecção até agora devido à sua densidade extremamente baixa, bem como devido ao seu esconderijo perfeito, atrás do manto do disco da Via Láctea.

Ant 2 é conhecida como uma galáxia anã. À medida que as estruturas surgiram no início do Universo, as anãs foram as primeiras galáxias formadas, de modo que a maioria das suas estrelas são velhas, de baixa massa e pobres em metal. Mas, em comparação com as outras satélites anãs conhecidas da nossa Galáxia, Ant 2 é enorme: é tão grande quanto a Grande Nuvem de Magalhães e tem um-terço do tamanho da própria Via Láctea.

O q…

Planetas são maiores do que os discos que os originam?

Esta é uma concepção artística de uma estrela jovem rodeada por um disco protoplanetário, no qual hipoteticamente os planetas se formariam. [Imagem: ESO/L. Calçada]

Formação dos planetas

Os astrônomos acreditam que os planetas se formam quando o material que restou da formação de uma estrela, e que fica circundando essa estrela, acaba se aglomerando.

Ninguém sabe exatamente por meio de que processo ou mecanismo essa poeira se aglomera, já que é igualmente plausível propor que ela se esfacelaria cada vez mais à medida que os grânulos vão se chocando.

Assim, ao menos por enquanto, os cientistas se contentam em dizer que isso acontece "ao longo de milhões de anos", já que um bocado de coisas pode acontecer em um milhão de anos, ainda que não tenhamos conseguido imaginar exatamente o quê.

Mas a coisa ficou um pouquinho mais complicada quando Carlo Manara e seus colegas do ESO (Observatório Europeu do Sul) se dispuseram justamente a tentar encontrar alguma pista sobre o que pode…

Esta imagem das nuvens de Júpiter é a mais recente capturada pela Juno

Por George Dvorsky

O maior planeta em nosso Sistema Solar é também o mais bonito, como revela a mais recente imagem capturada pela Juno.

Desde a sua chegada a Júpiter, em 5 de julho de 2016, a espaçonave Juno, da NASA, completou 16 sobrevoos próximos — chamados de “perijoves” — do gigante de gás. A cada perijove sucessivo, a espaçonave chega cada vez mais perto do planeta, permitindo que a sonda tire fotos cada vez mais nítidas com sua JunoCam, de alta resolução.

A imagem mais recente, tirada em 29 de outubro, quando a Juno estava a apenas sete mil quilômetros dos topos das nuvens de Júpiter, é uma das melhores já registradas.


Imagem: NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS/Gerald Eichstädt/Seán Doran

Essa foto com cor aprimorada mostra o Cinturão Temperado Norte de Júpiter, uma faixa laranja-avermelhada proeminente que está localizada em uma latitude de cerca de 40 graus ao norte. Uma grande tempestade anticiclônica, conhecida como oval branca, aparece em destaque na foto, juntamente com várias …

Contra perseguição de esquerda e de direita, acadêmicos criam revista científica 'anônima'

Para Jeff McMahan, universidade precisa discutir de forma mais aberta

Por Martin Rosenbaum
University Unchallenged, BBC Radio 4

Um grupo de pesquisadores de várias universidades ao redor do mundo está organizando o lançamento de um novo periódico científico no qual os autores de artigos sobre temas sensíveis ou "polêmicos" poderão publicar os resultados de sua pesquisa protegidos por pseudônimos.

Para os líderes da iniciativa, a livre discussão intelectual em assuntos sensíveis está sendo cerceada por uma cultura de medo e de autocensura.

A nova revista científica foi batizada de "Journal of Controversial Ideas" (algo como "Periódico das Ideias Controversas", em tradução livre). Será lançada no começo de 2019.

Jeff McMahan, professor de filosofia moral da Universidade de Oxford, é um dos organizadores. "(O periódico) permitirá às pessoas cujas ideias podem criar problemas com a direita, com a esquerda ou com as administrações de suas universidades q…