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Colisões entre prótons no LHC geram abundância de partículas estranhas

PARTÍCULAS FORMADAS EM COLISÃO DE NÚCLEOS DE CHUMBO, REGISTRADAS PELO DETECTOR ALICE, NO LHC. A GRANDE ABUNDÂNCIA DE HÁDRONS ESTRANHOS, DECORRENTE DO CHOQUE CENTRAL DE NÚCLEOS PESADOS, FOI OBTIDA TAMBÉM EM COLISÕES DE PRÓTONS (IMAGEM: ALICE) (FOTO: ALICE)

Concentração sugere a produção de um plasma que permeava o Universo logo após o Big Bang — mas ninguém esperava que os minúsculos prótons pudessem produzi-lo

Tudo aquilo que podemos tocar e sentir é feito de átomos. Mas o buraco do coelho que é a estrutura da matéria nos leva a níveis mais profundos. Bem mais profundos. No núcleo dos átomos, temos um amontoado de prótons e nêutrons que, por sua vez, nada mais são do que um amontoado de quarks e glúons.

Talvez estes, sim, estejam no fundo do buraco: fazem parte de um grupo de partículas que os físicos chamam de fundamentais, ou elementares. Atualmente a ciência as considera os menores componentes das coisas. Ou seja, até agora, ninguém conseguiu achar nada menor do que isso.

Em cond…

O detector de matéria escura mais sensível já feito trouxe seus primeiros resultados

Cerca de 85% da matéria que cientistas detectaram no universo vêm de algo que não conseguimos sentir ou ver. É, aparentemente, uma enorme quantidade de massa cuja gravidade dobra a luz de outras estrelas e faz as galáxias girarem estranhamente. E os cientistas querem, muito, muito saber o que essa tal matéria escura é.

Mas como se detecta algo que não podemos ver ou sentir? Se a matéria escura é uma partícula minúscula, como tantas teorias preveem, então a solução são cubas gigantes de xenônio líquido, um elemento que, normalmente, é um gás em temperatura ambiente, enterrado fundo em poços de minas ou em montanhas. E a maior cuba em funcionamento, um experimento chamado XENON1T, enterrado embaixo de uma montanha em Gran Sasso, na Itália, acabou de lançar seus primeiros resultados. Ainda não há sinais de matéria escura, mas ainda não tem ninguém perdendo a esperança.

“Acho que o mais empolgante é o fato de que o detector funciona como esperamos”, contou Laura Baudis, professora do Ins…

Hubble e outros dois telescópios se unem para encontrar lua orbitando planeta-anão

Três telescópios, incluindo o Hubble, juntaram seus poderes celestiais para encontrar uma lua orbitando um planeta-anão no Cinturão de Kuiper — região além de Netuno onde Plutão e outros diversos corpos gelados vivem. De acordo com a NASA, a lua do planeta-anão tem muito a ensinar aos cientistas sobre como as luas se formaram no início do sistema solar. Mas, infelizmente, ela não tem nome. E o nome do seu planeta, por outro lado, é horrível: 2007 OR10. Ambos precisam urgentemente de um rebranding.

Uma coisa que o 2007 OR10 tem a seu favor é que ele é o terceiro maior planeta-anão confirmado, atrás apenas de Plutão e Eris, ambos com nomes incríveis. A lista de outros planetas-anões reconhecidos inclui Makemake, Haumea, Ceres e Sedna. Uma equipe de pesquisadores observou a lua do 2007 OR10 pela primeira vez em duas imagens de arquivo do Hubble, antes de complementá-las com outros telescópios, e suas descobertas foram publicadas na The Astrophysical Jounal Letters.

“A descoberta de saté…

Sistema Solar reside num pequeno oásis galáctico para a vida, diz estudo brasileiro

POR SALVADOR NOGUEIRA

Talvez nossa existência neste planeta não seja mera coincidência. Segundo um estudo recém-publicado por um quarteto de astrônomos do Brasil, o Sistema Solar está localizado no lugar certo da Via Láctea para permitir a existência de vida — um “oásis” relativamente pequeno em meio a uma galáxia largamente inóspita.

O trabalho, aceito para publicação no periódico “Astrophysical Journal”, foi liderado por Jacques Lépine, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, e envolveu a combinação entre dados precisos de posições de estrelas jovens e cálculos detalhados de suas órbitas ao redor do centro galáctico.

A Via Láctea é uma galáxia espiral de porte respeitável, com cerca de 100 mil anos-luz de diâmetro e pelo menos 100 bilhões de estrelas, das quais o Sol é apenas uma. Todas elas estão em órbitas ao redor do núcleo da galáxia, onde reside um enorme buraco negro. Mas nosso astro-rei está bem afastado do centro, localizado a 26 mil anos-luz d…

Vergonhoso: Começa 20a Olimpíada Brasileira de Astronomia, com ‘vaquinha’ para salvar evento de foguetes

POR SALVADOR NOGUEIRA

Enquanto o Brasil se preocupa com as idas e vindas de malas de dinheiro sujo chipadas, cerca de 800 mil estudantes dos ensinos fundamental e médio de escolas públicas e privadas brasileiras realizam nesta sexta-feira (19) a prova da 20a edição da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica. Mas mais uma vez o financiamento público deixou a desejar, e um dos eventos atrelados à OBA, a Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG), ficou sem recursos para sua realização. Para executá-lo, os organizadores estão fazendo uma “vaquinha” na internet.

“Queremos levar a maior quantidade de informações sobre as ciências espaciais para a sala de aula, despertando o interesse nos jovens”, explica João Batista Garcia Canalle, astrônomo e coordenador da OBA.

Ao longo de seus 20 anos, o evento já teve mais de 8 milhões de participantes. Só em 2016, foram 744 mil, e a expectativa é bater o recorde neste ano. É realmente uma grande iniciativa, que envolve, além da competição em s…

FADO: uma ferramenta inovadora para reconstruir a história das galáxias

Imagem da Galáxia do Triângulo (M33), obtida pelo VST (VLT Survey Telescope), no Observatório do Paranal (ESO). Mesmo nesta galáxia espiral normal, a emissão do gás ionizado (vermelho), proveniente de regiões HII e dos braços em espiral representa uma importante fração da luminosidade total na banda do visível.
Crédito: ESO

FADO é uma nova ferramenta de análise, desenvolvida pelos astrofísicos do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA) Jean Michel Gomes e Polychronis Papaderos, que usa a luz emitida quer pelas estrelas, quer pelo gás ionizado de uma galáxia, para reconstruir a sua história de formação através do uso de algoritmos genéticos. Esta ferramenta foi apresentada num artigo recente, aceite para publicação na revista científica Astronomy & Astrophysics.

"Fado" vem do latim Fatum, que significa destino, e é uma homenagem ao estilo de música, considerada patrimônio imaterial da humanidade. Cada galáxia tem um "fado" – uma narrativa da sua biog…

ALMA vê anel gelado em redor de sistema planetário jovem

Composição do sistema estelar Fomalhaut. Os dados ALMA, visto em laranja, revelam o distante e excêntrico disco de detritos num detalhe nunca antes visto. O ponto central é a emissão não-resolvida da estrela, que tem o dobro da massa do Sol. Os dados óticos do Hubble podem ser vistos em tons de azul; a região escura é uma máscara coronográfica, que filtra a luz, de outro modo ofuscante, da estrela central.
Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), M. MacGregor; NASA/ESA Hubble, P. Kallas; B. Saxton (NRAO/AUI/NSF)

Uma equipe internacional de astrônomos, usando o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), fez a primeira imagem completa, em comprimentos de onda milimétricos, do anel de detritos empoeirados que cercam a jovem estrela Fomalhaut. Esta banda notavelmente bem definida de entulho e gás é provavelmente o resultado de exocometas que colidem uns com os outros perto das orlas externas de um sistema planetário a 25 anos-luz da Terra. As observações sugerem uma parecença química com…