sexta-feira, 11 de março de 2011

Tsunami atinge Filipinas, Indonésia e Havaí



Um tsunami atingiu Filipinas, Indonésia e aos Estados Unidos nesta sexta-feira, após ondas gigantes terem causado destruição na região norte do Japão. O tsunami foi provocado por um forte tremor de 8,9 graus de magnitude na costa nordeste japonesa, e colocou em alerta todo o Oceano Pacífico, incluindo Canadá, Rússia, Nova Zelândia, Chile e Equador.

Nas Filipinas e na Indonésia, autoridades disseram que as ondas foram pequenas e não causaram danos. No Havaí as maiores ondas registradas tinham um metro de altura, segundo autoridades. O tsunami também não provocou danos em Oregon e no Alasca.

No momento em que o alerta foi emitido, o Havaí ordenou a retirada da população das áreas costeiras. Os principais aeroportos em pelo menos três das principais ilhas - Maui, Kauai e a Ilha Grande do Havaí - foram fechados como precaução, e a Marinha americana ordenou que todos os navios de guerra em Pearl Harbor permaneçam no porto para apoiar as missões de resgate conforme necessário.

Segundo o economista brasileiro Antonio Martins, que está em Oahu, no lado norte da ilha, o alerta de tsunami foi emitido por volta das 22h30. Depois disso, as sirenes continuaram tocando de hora em hora. Na madrugada, as pessoas foram levadas para lugares altos. "Estamos desde 1h no alto do morro, dentro do carro. Está lotado de carros. Há variação de maré e a polícia não permite que ninguém saia daqui", conta. "Só vamos poder descer quando o mar estiver estável". O sinal de alerta foi retirado por volta das 8h (horário local). Quem estava no morro de Pupukea pôde voltar para casa, sete horas depois.

Moradores de partes do norte da Califórnia deixaram suas casas depois de terem sido avisados de que um tsunami, desencadeado pelo forte terremoto no Japão, poderia chegar ao litoral dos EUA e do Canadá. As ondas podem chegar a 2 metros de altura ao chegar à costa norte do Estado, informou um porta-voz do serviço de emergência da Califórnia. Governos locais foram orientados a esvaziar marinas, praias e outras áreas situadas abaixo do nível normal da maré.

O presidente Barack Obama, nascido no Havaí, instruiu a Agência Federal de Administração de Emergências dos EUA para que fique preparada para ajudar os Estados e territórios norte-americanos, informou a Casa Branca. "Continuaremos a monitorar de perto os tsunamis ao redor do Japão e no Pacífico e estamos pedindo aos nossos cidadãos na região afetada para que ouçam as autoridades estatais e locais", disse Obama em comunicado.

Autoridades também ordenaram a retirada da população em áreas de baixa altitude na ilha americana de Guam, no Pacífico ocidental, onde moradores foram obrigados a ficar ao menos 15 metros acima do nível do mar e 30 metros para dentro do continente.

O México sentiu o reflexo do tsunami, com ondas de 1 a 2 metros atingindo o litoral do Cabo de San Lucas. Alguns portos, como de Manzanillo, foram fechados para evitar possíveis problemas.

Rússia

A Rússia mantém o alerta de tsunami no arquipélago das Curilas, que se encontra a poucas dezenas de milhas da ilha japonesa de Hokkaido, já que as ondas chegam a alcançar até 4 metros de altura. "De acordo com os dados recebidos do Japão, se mantém a oscilação do nível do mar com alturas de 3 a 4 metros", informou o Instituto Meteorológico da Rússia (IMR) em comunicado, segundo a agência oficial RIA Novosti.

O Ministério de Situações de Emergência explicou que a ameaça de tsunami ainda persiste sobre quatro localidades das Curilas. Previamente, o Centro de Alerta de Tsunami (CAT) da Rússia registrou ondas de até 3 metros de altura nas águas que banham a ilha de Shikotán e de 2 metros em Kunashir, a mais próxima do Japão.

Aleksandr Joroshavin, governador da região de Sakhalin, explicou que milhares de habitantes das ilhas foram levados a lugares seguros após o terremoto de 8,9 graus na escala Richter segundo dados do Instituto de Geofísica dos Estados Unidos (USGS) que sacudiu a costa nordeste do Japão. As ondas do tsunami também alcançaram as costas da península de Kamchatka, Sakhalin e a região de Litoral, todas no Extremo Oriente russo.

América Latina

O presidente do Equador, Rafael Correa, anunciou que seu país está em estado de exceção e pediu que a população seja retirada de áreas de risco. O Ministério da Saúde Pública do Equador iniciou a retirada de pessoas de hospitais em zonas litorâneas do país e das Ilhas Galápagos. A subsecretária da região Costa Insular, Fátima Franco, ordenou que todos os doentes hospitalizados nos centros médicos que estejam até cinco quilômetros da linha da praia fossem transportados.

A estatal Petroecuador suspendeu nesta sexta-feira as exportações de petróleo e as importações de combustíveis como medida preventiva ante a ameaça de tsunami no litoral do país, informou o presidente da empresa, Marco Calvopiña.

Em El Salvador, o ministro do Interior, Humberto Centeno, anunciou a suspensão das aulas nas instituições localizadas na costa do Pacífico, como prevenção.

O comandante da Marinha do Chile, Edmundo González, afirmou que "não podemos descartar absolutamente nada" ao analisar as consequências que o terremoto no Japão podem causar no país. Ele também pediu calma à população dizendo que "há tempo" para se preparar, já que a chegada do tsunami está prevista para à noite (horário de Brasília).

O comandante Claudio Montenegro, governador marítimo da Ilha de Páscoa, que pertence ao Chile, anunciou que os habitantes serão levados até uma área alta do aeroporto de Mataveri.

As autoridades colombianas afirmaram que manterão controle constante sobre o litoral Pacífico. Além disso, emitiram um alerta preventivo, sem, no entanto, nenhuma ordem de evacuação.

Maior tremor da história do Japão

De acordo com o Instituto de Geofísica dos Estados Unidos (USGS), o terremoto desta sexta-feira é o maior já registrado no Japão e o 7° maior da história mundial.

Foram registrados mais de 30 tremores secundários no país, a maioria de 6 graus de magnitude.

Até hoje, o mais forte terremoto do Japão tinha acontecido em 1933. Com 8,1 graus de magnitude, o tremor atingiu a região metropolitana de Tóquio e matou mais de 3 mil pessoas.

Os tremores de terra são comuns no Japão, um dos países com mais atividades sísmicas do mundo, já que está localizado no chamado "anel de fogo do Pacífico".

O país é atingido por cerca de 20% de todos os terremotos de magnitude superior a 6 que acontecem em todo o planeta.

FONTE: http://ultimosegundo.ig.com.br

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